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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menino de 12 anos com MONTEGGIA tipo II de BADO e fratura incompleta da ulna tem a cabeça do rádio reduzida após tração com o cotovelo a 60 graus. Para estabilizar a redução, o cotovelo deve ser imobilizado em

  1. extensão, com molde posterior para manter a redução da ulna
  2. flexão de 90 graus
  3. flexão de 110 a 120 graus, como no tipo I
  4. flexão de 45 graus com pronação completa
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Gabarito: A · extensão, com molde posterior para manter a redução da ulna

Conceito-chave

No tipo I, a cabeça do rádio sai para a frente, e a flexão do cotovelo a mantém no lugar. No tipo II, ela sai para trás: a lógica se inverte, e a posição de estabilidade é a extensão.

A redução. Fraturas incompletas do tipo II costumam ir bem com redução fechada. A fratura da ulna é reduzida por tração longitudinal no eixo do antebraço com o cotovelo a 60 graus de flexão, endireitando a angulação. A cabeça do rádio pode reduzir sozinha ou precisar de pressão suave para a frente sobre sua face posterior (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 12, Fig. 12-33).

A imobilização. Reduzida a cabeça, o cotovelo é estendido e imobilizado em extensão: isso estabiliza a cabeça e permite moldar posteriormente para manter a redução da ulna. Se a ulna não se mantiver, fio intramedular; alguns preferem fixar a ulna em vez de engessar em extensão. Na dúvida, os autores preferem a fixação intramedular percutânea. Cominutivas ou muito proximais podem precisar de placa ou banda de tensão.

O resto. Cabeça que não reduz: via de BOYD, ligamento anular como no tipo I. Fratura por compressão da borda anterior da cabeça: detectar cedo (ressonância pré-operatória) e fixar se preciso para manter a estabilidade; osteonecrose e pseudartrose são complicações. Gesso até a consolidação, em geral 6 semanas; radiografias a cada 7 a 14 dias.

Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2024 (`pediatria-0539`), que perguntou a posição de imobilização após a redução incruenta do tipo II (extensão), e do TARO 2006 (`pediatria-0831`), que afirmou ser o tratamento preferencial com o cotovelo a 90 graus (sem gabarito; o capítulo indica a extensão). Depois, faça as oficiais.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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