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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Adolescente de 13 anos cai e sofre carga longitudinal no antebraço com o cotovelo fletido cerca de 60 graus. Tem luxação posterolateral da cabeça do rádio com fratura da ulna. Sobre esse tipo de MONTEGGIA, é correto:

  1. é o tipo III de BADO, por varo, com fratura em galho verde da ulna
  2. é o tipo I, e a fratura da ulna é diafisária transversa
  3. a fratura da ulna é epifisária SALTER-HARRIS II
  4. é o tipo II de BADO, raro na criança, com fratura da ulna tipicamente metafisária proximal e às vezes fratura da borda anterior da cabeça
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Gabarito: D · é o tipo II de BADO, raro na criança, com fratura da ulna tipicamente metafisária proximal e às vezes fratura da borda anterior da cabeça

Conceito-chave

O MONTEGGIA tipo II é o padrão do adulto. Na criança é raro, porque a ulna jovem, com seu periósteo, aguenta mais que os ligamentos. Quando a ulna cede antes, o que seria uma luxação posterior do cotovelo vira um MONTEGGIA posterior.

O mecanismo. PENROSE demonstrou que, com o cotovelo em cerca de 60 graus de flexão, uma carga longitudinal no antebraço produz o tipo II se a ulna fraturar; senão, produz luxação posterior do cotovelo (Fig. 12-10). A rotação do antebraço não pareceu influir. HADDAD descreveu tipos II de baixa energia em adultos com corticoide crônico: uma fratura por fragilidade, variante da luxação posterior. BADO atribuía a força direta com supinação súbita (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 12).

A frequência. Cerca de 6% dos MONTEGGIA da criança, em geral em maiores, com trauma importante.

A imagem. Fratura metafisária proximal da ulna, às vezes estendendo ao olécrano; fraturas diafisárias oblíquas também podem dar tipo II. Cabeça luxada posterior ou posterolateral. Fraturas da borda anterior da cabeça acompanham; na criança, sutis (quase só cartilagem, como nas lesões TRASH), podem levar à subluxação progressiva. Ressonância ou ultrassonografia quando necessário.

O exame. Edema, angulação posterior do antebraço proximal e saliência posterolateral onde deveria estar a cabeça. Nervo ulnar em risco pelo estiramento do varo. Examinar todo o membro.

Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2010 (`pediatria-0724`), que perguntou o padrão característico da fratura da ulna no tipo II (metafisária proximal), e do SBOT-SP (`pediatria-0924`), que perguntou qual tipo de MONTEGGIA resulta da queda com o cotovelo fletido 60 graus e carga longitudinal (tipo II). As duas estão sem gabarito oficial; o capítulo sustenta essas respostas. Depois, faça as oficiais.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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