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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a classificação de BADO das fraturas-luxações de MONTEGGIA na criança, segundo o capítulo, é correto:

  1. o tipo II (luxação posterior) é o mais comum na criança
  2. o tipo I, com luxação anterior da cabeça do rádio e fratura da ulna de ápice anterior, é o mais comum, com 70% a 75%, e o tipo III é o segundo
  3. a classificação se baseia no nível da fratura do rádio
  4. o tipo IV é a luxação lateral da cabeça com fratura em varo da ulna
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Gabarito: B · o tipo I, com luxação anterior da cabeça do rádio e fratura da ulna de ápice anterior, é o mais comum, com 70% a 75%, e o tipo III é o segundo

Conceito-chave

A lesão de MONTEGGIA é rara, mas é uma das que mais dão problema quando passa despercebida. BADO, em Montevidéu, organizou-a em 1967 numa classificação que resistiu ao tempo.

A lesão. Fratura da ulna com dissociação da articulação radioulnar proximal e luxação radiocapitelar. Menos de 1% das fraturas do antebraço da criança, em geral entre 4 e 10 anos, incidência anual abaixo de 1 em 100.000. MONTEGGIA (1814) descreveu fratura do terço proximal da ulna com luxação anterior da epífise do rádio (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 12).

BADO. Pela direção da luxação da cabeça do rádio e pelo ápice da fratura da ulna. Tipo I: luxação anterior com fratura da ulna de ápice anterior em qualquer nível: o mais comum na criança, cerca de 70% a 75%. Tipo II: luxação posterior ou posterolateral com ápice posterior: o mais comum no adulto, raro na criança (6%), em maiores com trauma importante. Tipo III: luxação lateral com fratura em varo (ápice lateral) da ulna proximal: o segundo mais comum na criança. Tipo IV: luxação anterior com fratura da ulna e do rádio (rádio no mesmo nível ou distal à ulna): raro na criança.

Os equivalentes. Tipo I: luxação anterior isolada da cabeça (inclui, em discussão, a pronação dolorosa), fratura do colo do rádio com fratura da ulna, rádio fraturado acima da ulna, luxação ulnotroclear associada, ulna segmentar. Tipo II: luxação posterior com fratura da epífise ou do colo do rádio. Tipos III e IV: relatos com fraturas do úmero distal (côndilo lateral, supracondiliana). Os equivalentes do tipo I têm pior prognóstico e vão mais à cirurgia.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção, base para as oficiais sobre os tipos II, III e IV e sobre LETTS.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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