Orto Questões

Questão de Côndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaCôndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Adolescente de 13 anos com luxação do cotovelo reduzida tem fratura do coronoide que acomete mais de 50% do processo, com instabilidade. Pela classificação de REGAN e MORREY e segundo o capítulo, o tipo e a conduta são

  1. tipo I; movimento precoce
  2. tipo III; fixação interna, porque só 20% tiveram resultado satisfatório sem cirurgia
  3. tipo II; gesso por 6 semanas
  4. tipo III; tratamento igual ao da luxação simples, sem fixação
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: B · tipo III; fixação interna, porque só 20% tiveram resultado satisfatório sem cirurgia

Conceito-chave

Uma lasca do coronoide na radiografia em perfil quase sempre conta a história de uma luxação do cotovelo que já voltou. O tamanho dessa lasca decide se o cotovelo fica estável.

A lesão. Fraturas do coronoide são menos de 1% a 2% das fraturas do cotovelo e costumam vir com luxação do cotovelo: hemartrose e pequena avulsão. Também por avulsão do braquial. Podem acompanhar fraturas do olécrano, epicôndilo medial e côndilo lateral, ou fazer parte do galho verde em extensão do olécrano. A paciente pode lembrar o "clunk" da luxação e da redução. No perfil, a cabeça do rádio se sobrepõe ao coronoide: incidência oblíqua ou radiocapitelar (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 11).

REGAN e MORREY. Tipo I: só a ponta. Tipo II: fragmento único ou cominuto com menos de 50% do processo. Tipo III: mais de 50%. A classificação prevê o resultado e orienta o tratamento.

O tratamento. Tipos I e II, com cotovelo estável: movimento precoce, como na luxação (associada à luxação, imobilização inicial em cerca de 100 graus de flexão com supinação completa). No tipo III, o cotovelo costuma ser instável: REGAN e MORREY fixaram, e, sem cirurgia, só 20% dos tipo III tiveram resultado satisfatório; AKSU recomenda operar todos os tipo III. Na criança a cirurgia é rara; com fragmento grande e muito desviado, redução aberta por via medial (proteger o ulnar) ou anterior de HENRY (proteger o radial), com pinças de dentista, parafuso de minifragmento ou sutura passada por dois furos na ulna (melhor se cominuto ou pequeno).

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A classificação de REGAN e MORREY e o número de 20% no tipo III são a base das questões sobre o coronoide.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo