Menino de 11 anos com fratura articular da cabeça do rádio (SALTER-HARRIS IV), pouco desviada, tratada com gesso. Na radiografia de 1 semana, a cabeça parece mais posterior no perfil. Segundo o capítulo, a conduta é
- manter o gesso, porque a subluxação reduz sozinha
- excisar a cabeça do rádio
- retirar o gesso e iniciar fisioterapia
- ressonância urgente e redução aberta com fixação, pelo risco de subluxação radiocapitelar posterior e destruição da cartilagem
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Conceito-chave
Uma fratura pequena da cabeça do rádio, "inocente" na radiografia, pode esconder uma lesão ligamentar. Uma semana depois, a cabeça está saindo para trás. Se ninguém percebe, em meses a cartilagem do capítulo se destrói.
O TRASH. WATERS e KASSER incluem essas lesões no acrônimo "TRASH": "the radiographic appearance seemed harmless" (a aparência radiográfica parecia inofensiva). A subluxação radiocapitelar posterior depois de fraturas aparentemente banais da cabeça é atribuída a lesão ligamentar não diagnosticada, em geral do complexo colateral ulnar lateral (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 11, Fig. 11-9).
A evolução. As fraturas articulares da cabeça na criança são problemáticas e devem ser seguidas de perto. Há relatos de subluxação radiocapitelar posterior progressiva com deterioração grave da cartilagem; a maioria chega tarde. Tardiamente, redução aberta com enxerto tenta reconstruir; a salvação final é a excisão da cabeça (com interposição do ancôneo), com resultados funcionais ruins (Fig. 11-35).
A conduta. A ressonância dá excelente detalhe e deve ser considerada nas fraturas desviadas da cabeça, sobretudo se a posição muda nas radiografias seriadas. Nas fraturas sem desvio (SALTER-HARRIS IV, CHAMBERS IB), radiografias seriadas para vigiar o alinhamento radiocapitelar; com suspeita de subluxação, ultrassonografia ou ressonância e cirurgia. Os autores ficaram mais agressivos com as fraturas da cabeça: fixação interna de baixo perfil (parafusos de minifragmento ou sem cabeça, às vezes placa de minifragmento) para movimento precoce. A subluxação radiocapitelar é fator de prognóstico extremamente ruim.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A fratura articular da cabeça que subluxa é o alerta mais forte do capítulo e mudou a conduta dos autores.
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