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Questão de Côndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaCôndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Durante a redução percutânea com fio da fratura do colo do rádio, para proteger o nervo interósseo posterior, o cirurgião deve

  1. supinar o antebraço e entrar pela face anterior do rádio
  2. pronar o antebraço e entrar pela face lateral direta do rádio, evitando afastamento anterior vigoroso
  3. explorar o nervo de rotina antes da redução
  4. entrar pela face medial do rádio, junto à ulna
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Gabarito: B · pronar o antebraço e entrar pela face lateral direta do rádio, evitando afastamento anterior vigoroso

Conceito-chave

O nervo interósseo posterior contorna o colo do rádio. A fratura raramente o lesa; quem mais o lesa é o cirurgião, ao reduzir ou fixar. O capítulo ensina a tirá-lo do caminho.

A anatomia. O nervo interósseo posterior (NIP) contorna o rádio proximal. Pode ser lesado pela fratura, mas com mais frequência fica em risco na manipulação percutânea ou na redução aberta (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 11).

Como protegê-lo. Pronar o antebraço afasta o NIP do campo, tanto nos acessos laterais abertos quanto na inserção percutânea de fios. Entrar pela face lateral direta do rádio. Evitar afastamento anterior vigoroso na via aberta. Na redução assistida por instrumento, incisão pequena, pinça curva até o córtex lateral, fio com a ponta romba para empurrar o fragmento. Fios que atravessam o capítulo até o rádio são evitados (migram e quebram).

A via aberta. Lateral de KOCHER (entre ancôneo e extensor ulnar do carpo) ou de KAPLAN (mais anterior, poupa ligamentos); ficar acima do ligamento colateral lateral; antebraço pronado. Placa só na zona segura (cerca de 100 a 110 graus da circunferência que não articula com a ulna; lateral direta com 10 graus de supinação; entre o processo estiloide radial e o tubérculo de LISTER); parafusos unicorticais para não invadir a radioulnar proximal.

Se o nervo for lesado. As lesões do NIP costumam ser transitórias, e a exploração em geral não é necessária. Sem recuperação no tempo esperado (3 a 4 meses), eletroneuromiografia e exploração. A paralisia nervosa, por si, não é indicação de cirurgia da fratura.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A proteção do NIP aparece em todas as técnicas do capítulo e é um erro técnico clássico.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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