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Questão de Côndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaCôndilo lateral, epicôndilo medial e rádio proximal na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menino de 6 anos com fratura isolada do colo do rádio angulada 40 graus, sem translação, com a cabeça alinhada ao capítulo e pronação e supinação completas sob anestesia local intra-articular. Segundo o capítulo, a conduta é

  1. redução aberta e fixação com placa
  2. tratamento não operatório com imobilização curta, porque abaixo de 10 anos até 45 graus remodelam
  3. fixação intramedular de rotina, porque passou de 30 graus
  4. excisão da cabeça do rádio
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Gabarito: B · tratamento não operatório com imobilização curta, porque abaixo de 10 anos até 45 graus remodelam

Conceito-chave

Quarenta graus de angulação parecem muito. Num menino de 6 anos, com a cabeça bem colocada e o antebraço girando todo, o capítulo diz que é aceitável. O que decide não é só o ângulo, é a idade, o desvio e, sobretudo, a rotação.

Os limites do tratamento sem cirurgia. Desvio da cabeça ou do colo menor que 2 mm; angulação do colo menor que 30 graus acima de 10 anos e menor que 45 graus abaixo de 10 anos (indicação relativa, conforme o arco de movimento e se a cabeça segue alinhada ao capítulo); pronação e supinação completas. Contraindicações relativas: fratura exposta e articulações radiocapitelar ou radioulnar proximal incongruentes (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 11).

Por que tolera tanto. O rádio proximal remodela no esqueleto imaturo desde que as articulações estejam alinhadas; séries mostram que até 45 graus remodelam se a cabeça não estiver luxada. A angulação é bem tolerada; a translação, não (efeito "came": a cabeça descentrada gira fora do círculo e trava a rotação).

Avaliar a rotação. É crítico: se houver bloqueio da rotação, tentar a redução. Aspiração do hematoma e anestesia local ajudam a aliviar e examinar; às vezes, exame sob sedação.

O tratamento. Imobilização curta (tipoia, tala, órtese articulada ou gesso) por 1 a 3 semanas, depois movimento progressivo. Cirurgia quando, depois da tentativa fechada, persiste desvio acima de 2 mm, angulação acima de 45 graus (abaixo de 10 anos) ou acima de 30 graus (acima de 10), rotação limitada ou articulação incongruente. A paralisia nervosa não é indicação.

Por que esta questão foi criada. É gêmea do SBOT-SP (`pediatria-0926`), que perguntou o tratamento da fratura isolada do colo com 40 graus aos 5 anos, e do TARO 2006 (`pediatria-0815`), que afirmou ser a redução aberta o tratamento acima de 30 graus. As duas estão sem gabarito oficial; o capítulo sustenta o tratamento conservador na primeira e nega a afirmação da segunda (primeiro, métodos fechados). Depois, faça as oficiais.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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