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Questão de Trauma da coluna na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaTrauma da coluna na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Ginasta de 15 anos tem dor lombar crônica reproduzida pela hiperextensão em pé, localizada; radiografia e ressonância normais. Segundo o capítulo, deve-se pensar em

  1. fratura da faceta lombar, diagnosticada pela tomografia e tratada com retirada do fragmento
  2. hérnia de disco, porque a ressonância normal não afasta
  3. contratura muscular, porque radiografia e ressonância são normais
  4. fratura da placa terminal, tratada com fisioterapia
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Gabarito: A · fratura da faceta lombar, diagnosticada pela tomografia e tratada com retirada do fragmento

Conceito-chave

Um atleta jovem com dor lombar que piora quando ele arqueia as costas costuma ser investigado para espondilólise. O capítulo lembra uma lesão vizinha, provavelmente subdiagnosticada, que a ressonância quase sempre perde.

A lesão. Fraturas das facetas lombares e sacrais são provavelmente uma fonte subdiagnosticada de dor lombar, sobretudo em atletas jovens. Mecanismo: hiperextensão repetida, com ou sem torção, que sobrecarrega as facetas. Por isso aparecem muitas vezes junto com a espondilólise (Fig. 22-23). Às vezes há um evento, mas o mais comum é dor crônica (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 22).

O exame. A dor é reproduzida pela hiperextensão em pé, muitas vezes indistinguível da dor da espondilólise, e deve ser localizada na faceta. Se a hiperextensão não reproduz a dor, hesitar em atribuí-la a fratura da faceta ou a outro elemento posterior.

A imagem. Quase nunca aparecem na radiografia e são muitas vezes perdidas pela ressonância. A tomografia é o padrão-ouro, com reconstruções em três dimensões úteis para achar a fratura e planejar o acesso (Fig. 22-24). Infiltrações podem confirmar a fonte da dor, com falsos negativos possíveis.

O tratamento. Infiltrações e tratamento conservador dificilmente aliviam a longo prazo; em tese, um fragmento articular pode lesar a articulação. Tratamento da fratura isolada: retirada cirúrgica do fragmento, por incisão de cerca de 16 mm, com a tomografia em 3D na sala. O fragmento é móvel, cercado de tecido inflamatório; a retirada costuma aliviar a dor na hora, e o paciente volta às atividades como tolerar.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A fratura da faceta é novidade do capítulo e combina com o tema clássico da espondilólise do atleta.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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