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Questão de Trauma da coluna na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaTrauma da coluna na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Adolescente de 12 anos tem fratura-luxação toracolombar com déficit neurológico que piora nas primeiras horas. Segundo o capítulo, a conduta é

  1. órtese e observação até o fim do choque medular
  2. tração esquelética por 6 semanas
  3. aguardar 72 horas para operar, pela instabilidade hemodinâmica habitual
  4. estabilização cirúrgica como emergência, em geral artrodese posterior instrumentada pelo menos dois níveis acima e abaixo
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Gabarito: D · estabilização cirúrgica como emergência, em geral artrodese posterior instrumentada pelo menos dois níveis acima e abaixo

Conceito-chave

A fratura-luxação é a lesão toracolombar mais grave: as vértebras deslizam uma sobre a outra, quase sempre com lesão medular. O capítulo não deixa dúvida sobre a conduta.

A lesão. Cargas complexas e graves, com cisalhamento ou rotação; instável por definição; translação marcada de uma vértebra sobre a outra, com lesão medular frequente pela translação no canal. Documentada também no trauma não acidental da criança pequena (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 22).

A conduta. Essas lesões sempre precisam de estabilização cirúrgica, com ou sem lesão neurológica. Com medula íntegra, a artrodese instrumentada dá a maior chance de mantê-la; com lesão completa, a fixação ajuda a reabilitar (transferências e sentar precoces). O momento depende das lesões associadas, mas o mais cedo possível; e um exame neurológico que piora torna a cirurgia uma emergência.

A técnica. Artrodese posterior instrumentada que se estende pelo menos dois níveis acima e abaixo da lesão. Abaixo de 10 anos com lesão medular, considerar fusão mais longa contra a escoliose paralítica, pesando o crescimento torácico e pulmonar.

O tempo da cirurgia. Cirurgia precoce encurtou UTI, internação e ventilação mecânica e reduziu complicações em pacientes com lesão medular e fratura toracolombar. Com compressão medular documentada na ressonância e lesão medular, é difícil argumentar contra descomprimir; com função piorando e lesão compressiva conhecida, é emergência. O choque medular pode durar 24 horas, o que dificulta saber cedo se a lesão é incompleta.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A fratura-luxação é a única lesão toracolombar em que a cirurgia é sempre indicada, e a piora neurológica define a urgência.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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