Menina de 14 anos sente um estalo ao chutar uma bola e tem dor lombar intensa, desproporcional ao exame, com sinais radiculares. A ressonância foi lida como abaulamento discal. Segundo o capítulo, o diagnóstico e o tratamento são
- hérnia de disco; fisioterapia e infiltração
- fratura da placa terminal (apófise do anel); confirmar na tomografia sagital e retirar o fragmento por laminectomia
- espondilólise aguda; colete por 3 meses
- contratura muscular; anti-inflamatório e retorno ao esporte
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Conceito-chave
Uma adolescente chuta uma bola, sente um estalo e passa a ter uma dor lombar tão forte que alguns médicos acham que ela exagera. A ressonância diz "abaulamento". O capítulo chama atenção para uma lesão própria da criança que a ressonância costuma ler errado.
A lesão. A fratura da placa terminal é uma lesão da placa de crescimento, semelhante a uma SALTER I ou II dos ossos longos; por isso é exclusiva da criança e não ocorre no adulto. Há quase sempre um evento desencadeante (chutar uma bola, aterrissar na ginástica), com dor súbita e às vezes um estalo. Mecanismo provável: flexão, com um pedaço do canto posterior do corpo (apófise do anel) fraturando e indo para trás, para o canal. Os sintomas imitam a hérnia de disco, mas o que comprime é osso e cartilagem (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 22, Fig. 22-22).
O diagnóstico. Raramente aparece na radiografia e é muitas vezes lido como disco abaulado na ressonância. A tomografia confirma, em geral melhor no corte sagital. A dor é muito intensa: as raízes ficam esticadas sobre a borda de uma fratura recente.
O tratamento. A observação raramente é tolerada. Infiltrações dificilmente ajudam, e a fisioterapia é contraindicada (piora a dor com pouca chance de benefício). Tratamento: retirada do fragmento por laminectomia, com TLSO por 4 a 6 semanas depois, que permite consolidar rápido a lesão da placa de crescimento. No caso da figura, a menina voltou ao futebol em poucas semanas.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2018 (`pediatria-0627`), que perguntou o sexo e o segmento mais comuns da fratura da placa terminal na lesão lombar da criança (masculino, L4-L5). O capítulo não traz sexo nem segmento preferencial; o exemplo dele é uma menina com fratura da placa inferior de L4.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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