Adolescente de 14 anos com fratura por explosão de L2, sem déficit neurológico e com complexo ligamentar posterior íntegro na ressonância. Segundo o autor, a conduta é
- artrodese anterior e posterior combinada, porque toda explosão de duas colunas é instável
- TLSO por 8 a 12 semanas, com seguimento radiográfico e neurológico próximo
- repouso no leito por 6 semanas, sem órtese
- laminectomia descompressiva de rotina
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Conceito-chave
A fratura por explosão atinge a coluna anterior e a média. Pela teoria de DENIS, duas colunas seriam instáveis. Na prática, quem decide a estabilidade é a terceira coluna (o complexo ligamentar posterior) e a neurologia.
A lesão. Forma mais grave da compressão, que alcança a parede posterior (coluna média). Mecanismo: carga axial. Mais comum na transição toracolombar. Fragmentos podem ir ao canal; fraturas laminares podem prender a dura. Lesão medular na transição pode dar síndrome do cone medular ou da cauda equina (examinar o períneo) (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 22).
Estável ou instável. Critérios: cominuição, perda de altura, cunha cifótica e integridade do complexo ligamentar posterior. Classificação de compartilhamento de carga (cominuição, aposição, cifose). Translação do corpo acima de 3,5 mm prediz lesão do complexo posterior. Muitos separam estável e instável só pelo complexo posterior.
O tratamento sem cirurgia. WOOD, em estudo randomizado, com pacientes neurologicamente intactos e complexo posterior normal: resultados radiológicos e funcionais semelhantes com e sem cirurgia. Na conduta do autor, intacto e com partes moles posteriores íntegras: TLSO por 8 a 12 semanas (o texto geral fala em 2 a 4 meses), com seguimento radiográfico e neurológico frequente para pegar falhas cedo; órtese de JEWETT é alternativa.
Quando operar. Três colunas, déficit neurológico, lesões associadas ou lesão torácica ou abdominal que impeça a órtese, perda de altura com cifose aguda importante. Posterior (parafusos pediculares, redução indireta, tamponamento por laminotomia na lombar) ou anterior (corpectomia, sobretudo com mais de 50% de retropulsão e déficit). Combinada pouco usada na criança.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A explosão estável sem cirurgia é a decisão que mais aparece nas provas de trauma da coluna.
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