Sobre a lesão medular sem anormalidade radiográfica (SCIWORA), segundo o capítulo, é correto:
- foi popularizada por PANG e WILBERGER; o déficit pode aparecer tardiamente, as crianças abaixo de 8 anos têm lesões mais graves e a ressonância quase sempre mostra lesão de partes moles
- o déficit é sempre imediato e transitório
- a ressonância é normal na maioria, por isso o nome
- as crianças maiores de 8 anos têm as formas mais graves
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Conceito-chave
Uma criança tem déficit medular depois de um trauma, e a radiografia e a tomografia são normais. Durante anos isso foi chamado SCIWORA. Com a ressonância de rotina, o nome perdeu parte do sentido, mas os fatos clínicos continuam valendo.
A origem. O conceito foi popularizado por PANG e WILBERGER, em Pittsburgh: lesões medulares traumáticas sem alteração na radiografia nem na tomografia convencional. Mecanismos propostos: estiramento da medula e lesão vascular ou infarto. A ressonância confirmou edema e hemorragia medulares nesses casos (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 22).
Os fatos que caem. Alguns pacientes tiveram início tardio do déficit; sintomas neurológicos transitórios persistiam em muitos que depois tiveram déficit duradouro. As crianças abaixo de 8 anos tiveram comprometimento neurológico mais grave. Embora invisíveis na radiografia, quase todas mostram alguma lesão de partes moles da coluna na ressonância.
A conduta. O termo é menos relevante na era da ressonância de rotina, que deve ser feita em todos os pacientes com comprometimento neurológico ou lesão medular.
O quadro geral. A maioria das crianças com fratura toracolombar é neurologicamente intacta (85%); lesão incompleta em 5% e completa em 10%. O prognóstico é bem melhor na lesão incompleta, e a criança tem grande potencial de recuperação.
O que o capítulo não discute. A localização mais comum da SCIWORA (cervical ou toracolombar) e o tratamento por imobilização não são abordados aqui.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TEPOP 2024 (`coluna-0227`), que perguntou onde e em que idade a SCIWORA é mais comum (cervical, abaixo de 8 anos), e do TARO 2014 (`coluna-0312`), que perguntou o mecanismo (flexão e distração). O capítulo sustenta a gravidade abaixo de 8 anos e o estiramento medular como mecanismo proposto. Depois, faça as oficiais.
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