Na radiografia cervical de uma criança de 5 anos após trauma leve, qual achado o capítulo lista como variante normal frequentemente confundida com lesão?
- Cunha anterior do corpo vertebral, ADI de até 4,5 mm e alargamento das partes moles pré-vertebrais pelo choro
- Afastamento dos processos espinhosos de C1 e C2 maior que 10 mm
- CCI de 4,5 mm na tomografia
- Desvio de C2 sobre C3 de 6 mm com a linha de SWISCHUK alterada
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Conceito-chave
A coluna cervical da criança está cheia de cartilagem, centros de ossificação e mobilidade normal que imitam lesão. A Tabela 21-2 do capítulo é um catálogo dessas armadilhas, e saber o normal é o que permite reconhecer o anormal.
Imitam avulsão. O centro de ossificação apical do odontoide; os centros secundários nas pontas dos processos transversos e espinhosos.
Imitam fratura. A sincondrose persistente na base do odontoide; a cunha anterior normal do corpo vertebral da criança pequena; a angulação posterior normal do odontoide (cerca de 4% das crianças normais).
Imitam instabilidade. A pseudossubluxação C2-C3; a ossificação incompleta do odontoide, com subluxação superior aparente do arco anterior de C1; a ausência do centro de ossificação do arco anterior de C1 no primeiro ano, sugerindo desvio posterior de C1; ADI de até 4,5 mm.
Outras. Partes moles pré-vertebrais alargadas pelo choro, lidas como edema ou hematoma; estruturas sobrepostas (orelhas, tranças, dentes, hioide e os rebites plásticos do colar); facetas horizontais simulando fratura do pilar; anomalias congênitas (os odontoideum, espinha bífida, fusões, hemivértebras). Também podem ser normais a falta da lordose cervical e o desvio de C2 sobre C3 de até 3 mm (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 21).
O que não é normal. Afastamento dos espinhosos C1-C2 acima de 10 mm indica lesão ligamentar; CCI acima de 4 mm é forte evidência de luxação atlanto-occipital; desvio acima de 3 mm da linha de SWISCHUK sugere subluxação verdadeira.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2019 (`pediatria-0638`), que perguntou em que nível a ossificação incompleta mais simula uma fratura por compressão na cervical baixa (C3). O capítulo cita a cunha anterior normal do corpo vertebral da criança, sem apontar o nível.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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