Orto Questões

Questão de Trauma da coluna na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaTrauma da coluna na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Lactente de 10 meses com dor cervical e radiografia que mostra lucência anterior aos pedículos de C2 com leve deslizamento de C2 sobre C3. Sobre a fratura do enforcado na criança, segundo o capítulo, é correto:

  1. é rara na criança pequena, porque a musculatura forte protege C2
  2. o mecanismo é hiperextensão com carga axial, é preciso afastar maus-tratos e a fratura estável trata-se com imobilização por 8 a 12 semanas
  3. uma falha simétrica de bordas lisas com edema pré-vertebral confirma a fratura
  4. deve ser sempre fixada, pela classificação de LEVINE e EDWARDS
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: B · o mecanismo é hiperextensão com carga axial, é preciso afastar maus-tratos e a fratura estável trata-se com imobilização por 8 a 12 semanas

Conceito-chave

Um bebê com dor no pescoço e uma lucência nos pedículos de C2. Pode ser a fratura do enforcado, pode ser uma sincondrose persistente, e pode ser sinal de maus-tratos. O capítulo ensina a separar e a tratar.

A lesão. Fratura bilateral da pars interarticular de C2, ou espondilolistese traumática de C2. Provavelmente é mais frequente na criança pequena, pela cabeça desproporcionalmente grande e pela musculatura pouco desenvolvida. Maus-tratos devem ser afastados. Mecanismo: hiperextensão forçada com carga axial. A criança tem dor e resiste a mexer a cabeça; deve haver história de trauma (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 21, Fig. 21-12).

Fratura ou sincondrose? A radiografia mostra lucência anterior aos pedículos do áxis, em geral com leve deslizamento de C2 sobre C3. É preciso ter certeza de que não é uma sincondrose persistente. A espondilólise congênita tem falha simétrica, de bordas corticais lisas e bem definidas, sem edema pré-vertebral e sem instabilidade, às vezes com pequenos focos de ossificação na falha; na tomografia, fica no nível da sincondrose neurocentral; a ressonância não mostra edema.

A classificação. EFFENDI, modificada por LEVINE e EDWARDS: I (pars bilateral, deslizamento menor que 3 mm, disco e ligamentos C2-C3 íntegros, estável); II (lesão discoligamentar C2-C3, instável); IIa (pouco desvio, angulação grave, flexão-distração); III (com luxação facetária C2-C3, muito instável). É do adulto e pode não se aplicar bem à criança.

O tratamento. Fratura estável: Minerva, halo ou órtese cervical por 8 a 12 semanas (PIZZUTILLO: quatro de cinco consolidaram). Sem consolidação ou com instabilidade: artrodese anterior (discectomia e fusão C2-C3) ou posterior (C1 a C3).

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A fratura do enforcado da criança pequena reúne mecanismo, diagnóstico diferencial com a sincondrose e a ligação com maus-tratos.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo