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Questão de Trauma da coluna na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaTrauma da coluna na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 3 anos com luxação atlanto-occipital confirmada (CCI de 5 mm e ruptura capsular na ressonância). Segundo o capítulo, o tratamento recomendado é

  1. halo-colete por 3 meses, porque a lesão é óssea e consolida bem na criança
  2. artrodese occipito-C1 isolada, para preservar o movimento C1-C2
  3. artrodese occipitocervical posterior com instrumentação rígida do occipital a C2
  4. colar rígido e observação, porque muitas crianças sobrevivem bem
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Gabarito: C · artrodese occipitocervical posterior com instrumentação rígida do occipital a C2

Conceito-chave

A luxação atlanto-occipital é uma lesão de ligamento, não de osso. Isso decide o tratamento: ligamento rompido não "consolida" com imobilização da mesma forma que um osso.

Por que operar. Como é uma lesão primariamente ligamentar, o tratamento sem cirurgia costuma falhar. Há relatos de estabilização com halo, mas outros autores acharam instabilidade persistente depois do halo. A estabilização cirúrgica é o tratamento recomendado na maioria dos casos (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 21).

Como operar. A abordagem preferida é a instrumentação occipitocervical posterior rígida, do occipital a C2. A artrodese occipito-C1 isolada é tecnicamente difícil e sobrecarrega a articulação atlantoaxial vizinha. Instrumentar C1 dentro de uma montagem occipital-C2 é desnecessário: não aumenta a taxa de fusão. Técnicas de osso e fio, muitas vezes com halo, ainda aparecem em situações selecionadas, mas têm mais falhas de fusão.

Os detalhes. Em C2, a primeira escolha costuma ser o parafuso na pars, depois de estudar a artéria vertebral; se a anatomia não permitir, translaminar (sobretudo nas muito pequenas); o pedicular de C2 muitas vezes não cabe na criança. No occipital, placas de carga superior ou placas-haste até C2. Enxerto de costela ou crista ilíaca autóloga, comprimido contra o occipital e C2; o osso occipital local é fino demais na criança pequena. Depois, colar rígido até a fusão na tomografia, em geral 3 a 4 meses; halo para reforço nas pequenas ou quando a fixação é duvidosa. Na figura do capítulo, uma criança de 18 meses operada mantém alinhamento normal 12 anos depois.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O tratamento cirúrgico da luxação atlanto-occipital, e o que não fazer (O-C1 isolada, halo sozinho), completam a pergunta de diagnóstico.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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