Criança de 6 anos, atropelada, intubada, com sangue subaracnoide em torno do tronco cerebral na tomografia e dificuldade de desmame do ventilador. Para diagnosticar a luxação atlanto-occipital, o parâmetro recomendado pelo capítulo é
- o intervalo côndilo-C1 na tomografia: acima de 3,5 mm pede ressonância e acima de 4 mm é forte evidência
- a razão de POWERS na radiografia em perfil
- o intervalo básio-dente na radiografia
- o ADI acima de 3 mm na radiografia em flexão
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Conceito-chave
Uma criança atropelada chega intubada, com trauma craniano. Na tomografia, um pouco de sangue em volta do tronco cerebral; depois, não sai do respirador. O capítulo dá essas pistas da luxação atlanto-occipital e diz qual medida usar.
A lesão. Antes vista como lesão fatal, achada só na autópsia, hoje é reconhecida com mais frequência, e muitas crianças sobrevivem com resultados bons a excelentes. Ocorre em acidentes de aceleração e desaceleração súbitas (carro, atropelamento, ejeção): a cabeça é jogada para a frente e separa o crânio da coluna. A articulação tem pouca estabilidade óssea: os estabilizadores primários são as cápsulas atlanto-occipitais; os secundários, os ligamentos alares e a membrana tectória (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 21).
As pistas. Trauma craniano e facial frequentes, que mascaram o exame. Sangue subaracnoide em torno do tronco cerebral na tomografia, num paciente com sinais de lesão medular alta, é fortemente sugestivo. Fraqueza sem explicação ou dificuldade de desmame do ventilador após trauma craniano também.
A medida. A radiografia mostra mal a articulação; a tomografia é a ferramenta principal, com reconstruções sagital e coronal. PANG: o intervalo côndilo-C1 (CCI) deve ser menor que 3 mm; acima de 3,5 mm é suspeito e pede ressonância; acima de 4 mm, uni ou bilateral, é forte evidência de luxação. Entre 0 e 3 anos, a cartilagem pode aumentar artificialmente o CCI. A ressonância mostra sinal anormal na articulação ou ruptura da cápsula. A razão de POWERS e o intervalo básio-dente são ultrapassados ou enganosos na criança, por falsos negativos e falsos positivos. As classificações antigas (distração, rotação, desvio anterior ou posterior) têm hoje só interesse histórico.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do ENARE 2023 (`pediatria-1080`), que perguntou um método auxiliar no diagnóstico radiográfico da luxação occipitocervical na criança e deu como gabarito a razão de POWERS. O capítulo considera a razão de POWERS ultrapassada na criança e usa o CCI. Resolva a oficial sabendo dessa divergência.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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