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Questão de Trauma da coluna na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaTrauma da coluna na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 4 anos é retirada de um carro após colisão, com suspeita de lesão cervical. Para o transporte, a imobilização correta da coluna cervical é

  1. prancha rígida comum com coxim sob a cabeça
  2. prancha comum sem colar, para não aumentar a flexão
  3. sentada na cadeirinha voltada para a frente
  4. prancha com recesso para o occipital ou com colchão duplo sob o tronco, para manter o pescoço neutro, com colar cervical
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Gabarito: D · prancha com recesso para o occipital ou com colchão duplo sob o tronco, para manter o pescoço neutro, com colar cervical

Conceito-chave

Num adulto, colocar o paciente deitado de costas numa prancha mantém o pescoço neutro. Numa criança de 4 anos, a mesma prancha dobra o pescoço para a frente. O motivo é a cabeça: grande demais para o corpo.

O problema. Comparada ao adulto, a criança tem a cabeça desproporcionalmente grande em relação ao corpo. Numa prancha comum, a cabeça empurra o pescoço para a flexão (cifose cervical). HERZENBERG mostrou 10 crianças abaixo de 7 anos com angulação ou translação anterior da coluna cervical na radiografia feita na prancha comum (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 21, Fig. 21-4).

A solução. Uma prancha com recesso para o occipital, onde a cabeça desce, ou dois colchões sob o corpo e um só sob a cabeça, elevando o tronco. As duas mantêm o pescoço neutro. Crianças abaixo de 8 anos devem ser imobilizadas assim. O colar cervical complementa a prancha. Qualquer manipulação, até na intubação, parte do princípio de que a lesão é instável até prova em contrário.

A intubação. A técnica mais aceita é a estabilização manual em linha: as pontas dos dedos seguram os processos mastoides, sem tração, e as palmas apoiam o occipital. A intubação orotraqueal por laringoscopia direta com essa estabilização é segura; às vezes se usa fibroscopia.

O exame. Inspecionar sinais de trauma craniano (alta associação) e marcas do cinto no pescoço; palpar os processos espinhosos (mais salientes C2, C3 e C7); exame neurológico documentado, mesmo grosseiro, incluindo tônus do esfíncter, reflexo bulbocavernoso e sensibilidade perianal. Paciente obnubilado ou não colaborativo não tem o pescoço mexido antes da liberação por imagem.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A prancha da criança é uma regra prática, fácil de cobrar e que muda a conduta no atendimento inicial.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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