Menino de 6 anos, após queda, tem radiografia em perfil com C2 deslocada cerca de 3 mm para a frente sobre C3. Para separar a pseudossubluxação fisiológica da subluxação verdadeira, usa-se a linha de SWISCHUK e ROWE, que liga
- a cortical anterior do processo espinhoso de C1 à de C3; a de C2 deve ficar a até 3 mm dessa linha
- a ponta do odontoide ao básio; o intervalo deve ser menor que 12 mm
- o básio ao opístio, comparada com o arco de C1
- o côndilo occipital a C1; o intervalo deve ser menor que 3 mm
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Conceito-chave
A radiografia em perfil de uma criança mostra C2 um pouco para a frente sobre C3. Em adulto, isso seria subluxação. Na criança, muitas vezes é normal. O capítulo ensina como não operar o normal e não deixar passar o anormal.
A pseudossubluxação. O desvio anterior de C2 sobre C3 (ou C3 sobre C4) de até 3 mm é achado comum nas radiografias de crianças, estáticas ou dinâmicas, e pode existir até cerca de 11 anos. A ausência da lordose cervical e o aumento das partes moles pré-vertebrais também podem ser normais. A prevalência da pseudossubluxação fisiológica, sobretudo em C2-C3, chega a 20% (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 21, Fig. 21-1).
A linha de SWISCHUK e ROWE. Traçada da cortical anterior do processo espinhoso de C1 até a de C3. A cortical anterior do processo espinhoso de C2 deve ficar a até 3 mm dessa linha; mais que isso sugere subluxação verdadeira. Na flexão, os elementos posteriores de C2 continuam alinhados com os de C1 e C3, mesmo quando o corpo de C2 parece deslizado: é a pseudossubluxação.
Outros sinais de alerta. Afastamento dos processos espinhosos entre C1 e C2 maior que 10 mm indica lesão ligamentar e pede ressonância. Fratura ou subluxação da cervical, ou do forame transverso, pede angiotomografia para afastar lesão da artéria vertebral.
As variantes que enganam (Tabela 21-2). Sincondrose na base do odontoide, cunha anterior normal do corpo vertebral, angulação posterior do odontoide (cerca de 4%), ADI até 4,5 mm, partes moles alargadas pelo choro, facetas horizontais simulando fratura do pilar.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TEOT 2021 (`pediatria-0851`), que perguntou o que a linha espinolaminar de SWISCHUK avalia (pseudoluxação C2-C3), e do TARO 2020 (`pediatria-0717`), que perguntou o mesmo e está sem gabarito oficial. Depois, faça as oficiais.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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