Na lesão acromioclavicular do adolescente, o tipo que mais se deixa de diagnosticar, porque a radiografia em AP pode parecer pouco alterada, e que é a indicação cirúrgica mais comum nos jovens é o tipo
- III, com clavícula 25% a 100% acima do acrômio
- IV, com a clavícula desviada para trás, dentro do trapézio
- V, com a clavícula mais de 100% acima, no subcutâneo
- VI, com a clavícula sob o coracoide
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Conceito-chave
Os tipos V e VI da lesão acromioclavicular saltam aos olhos no AP. O tipo IV, não: a clavícula vai para trás, para dentro do trapézio, e a radiografia frontal pode enganar. É o tipo que mais se perde e o que mais se opera no jovem.
A classificação de ROCKWOOD (a partir de TOSSY e ALLMAN). I: radiografia normal, entorse dos ligamentos acromioclaviculares. II: ruptura dos acromioclaviculares e entorse dos coracoclaviculares; articulação alargada, leve aumento do espaço coracoclavicular. III: ruptura dos acromioclaviculares e coracoclaviculares; clavícula 25% a 100% acima do acrômio. IV: além disso, ruptura da fáscia, e a clavícula vai para trás, para dentro ou através do trapézio. V: lesão das inserções do deltoide e do trapézio, clavícula mais de 100% acima, no subcutâneo. VI: hiperabdução e rotação externa, clavícula subacromial ou subcoracoide, com espaço coracoclavicular diminuído (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 20, Fig. 20-13). Espaço coracoclavicular normal: 1,1 a 1,3 cm.
Na criança. A lesão acromioclavicular verdadeira é rara; muitas vezes é pseudoluxação (separação epifisária do terço lateral), com o osso saindo do tubo de periósteo, que fica preso aos ligamentos. Os seis tipos se reproduzem pelo osso.
O diagnóstico. AP verdadeiro, axilar e ZANCA (paciente em pé, braço pendente, raio 10 a 15 graus cefálico). Radiografia com peso nos dois punhos separa II de III. O tipo IV costuma exigir tomografia, além de exame dirigido: saliência e dor medial e posterior ao acrômio.
O tratamento. I e II, e a maioria dos III, sem cirurgia (tipoia 2 a 4 semanas; contato evitado por 6 a 12 semanas). IV, V e VI em geral operados; a indicação mais comum nos jovens é o tipo IV com encarceramento no trapézio. Na criança, reduzir e suturar o periósteo costuma bastar; placa em gancho para os mais velhos com fratura segmentar ou intra-articular, retirada em cerca de 12 semanas.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O tipo IV reúne a armadilha diagnóstica e a indicação cirúrgica do capítulo.
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