Adolescente de 16 anos, lutador, tem luxação esternoclavicular posterior com 12 horas de evolução, sem disfagia ou dispneia. Se for tentada a redução fechada, ela deve ser feita
- no pronto-socorro, sob sedação, com coxim sob o ombro lesado e o braço em flexão
- com o paciente sentado, joelho entre as escápulas e tração dos dois ombros para trás
- no centro cirúrgico, com cirurgião vascular de prontidão, paciente em decúbito dorsal, coxim espesso entre as escápulas e tração do braço abduzido em linha com a clavícula, levado depois à extensão
- só depois de 7 dias, quando o edema diminuir
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Conceito-chave
A clavícula medial luxada para trás fica encostada na traqueia, no esôfago e nos grandes vasos. A redução pode sangrar no mediastino. Por isso o capítulo é detalhista: onde, com quem, em que posição e até quando.
A lesão. As lesões esternoclaviculares são menos de 5% das lesões da cintura escapular e exigem muita energia: mais de 80% por carro ou esporte, sendo o esporte o mais comum (71%), sobretudo futebol americano, rúgbi e luta. A posterior vem de força indireta com o ombro aduzido e fletido ou golpe direto na clavícula medial. Disfagia ou dispneia em até 30%; podem ocorrer plexopatia e, raramente, lesão de vaso, AVC, pneumomediastino e morte (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 20).
A redução fechada. No centro cirúrgico, com cirurgião vascular de prontidão. Paciente em decúbito dorsal, coxim espesso entre as escápulas para estender os ombros, braço lesado para fora da mesa. O braço é abduzido em linha com a clavícula, com tração e contratração por um auxiliar; a tração aumenta e o braço vai à extensão enquanto a articulação reduz. Alternativa: adução com pressão posterior no ombro, fazendo a clavícula alavancar sobre a primeira costela. Se falhar, pinça de campo percutânea puxa a clavícula medial para a frente; ouve-se um estalo.
O tempo. O sucesso da redução fechada cai muito depois de 24 a 48 horas; quem chega com mais de 48 horas pode ir direto à redução aberta.
A posição do autor. O autor defende operar todas as fraturas-luxações posteriores: redução aberta com sutura não absorvível em oito, com cirurgião geral ou torácico disponível e o tórax preparado para esternotomia. Com sintomas mediastinais (dispneia, disfagia, odinofagia, rouquidão) ou lesão neurovascular, a redução aberta é obrigatória. Revisão: 96% de amplitude completa sem dor e sem recidiva com a cirurgia.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2025 (`pediatria-0533`), que perguntou a manobra de redução da luxação esternoclavicular posterior na criança (coxim entre as escápulas e tração do membro). Depois, faça a oficial.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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