Na fratura desviada do terço lateral da clavícula da criança, o fragmento proximal sobe e fica saliente sob a pele. Segundo o capítulo, o que acontece com o periósteo e os ligamentos coracoclaviculares?
- Os coracoclaviculares se rompem, como no adulto, e o periósteo fica íntegro
- O periósteo inferior se rompe e os coracoclaviculares ficam presos ao osso
- O osso sai pelo periósteo superior, e os coracoclaviculares continuam presos ao periósteo inferior
- O ligamento trapezoide se rompe e o conoide permanece preso ao osso
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Conceito-chave
Na clavícula lateral da criança, o que parece uma "luxação acromioclavicular grau alto" quase sempre é outra coisa. O periósteo da criança é grosso e forte, e é ele que dita o padrão da lesão.
O tubo de periósteo. Nas fraturas laterais do imaturo, o osso desliza para fora do tubo de periósteo, enquanto os ligamentos coracoclaviculares continuam presos à parte inferior intacta do periósteo. Com força suficiente, o fragmento proximal rasga o periósteo superior e produz desvio superior grande e saliência. Crianças e adolescentes mais novos dificilmente rompem os coracoclaviculares, porque o periósteo grosso continua preso ao complexo ligamentar (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 20).
A "pseudoluxação". O mesmo raciocínio vale para a articulação acromioclavicular: a lesão que parece luxação na criança pode ser separação epifisária do terço lateral, chamada pseudoluxação. A classificação de ROCKWOOD foi adaptada: a clavícula sai do tubo de periósteo, que fica preso aos ligamentos acromioclaviculares e coracoclaviculares, e os seis tipos do adulto são reproduzidos pelo osso, não pelos ligamentos. Adolescentes mais velhos, sobretudo atletas, podem ter luxação verdadeira.
Consequência para o tratamento. Como o periósteo fica preso aos ligamentos, reduzir o osso para dentro do tubo e suturar o periósteo costuma bastar nas crianças e pré-adolescentes, sem implante. Placas anatômicas ficam para os adolescentes maiores com fragmento lateral suficiente; placa em gancho só como último recurso, porque exige retirada.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2018 (`pediatria-0633`), que perguntou a estrutura que normalmente se rompe na fratura distal desviada tipo V de ROCKWOOD na criança (periósteo superior), e do TARO 2006 (`pediatria-0822`), que afirmou que a lesão dos coracoclaviculares é rara na fratura lateral da criança. Depois, faça as oficiais.
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