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Questão de Fraturas da clavícula e do úmero proximal na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da clavícula e do úmero proximal na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o crescimento da clavícula e a remodelação das fraturas no adolescente, segundo o capítulo, é correto afirmar:

  1. a clavícula ossifica por ossificação endocondral a partir da 12ª semana de gestação
  2. a clavícula termina a ossificação aos 14 anos nos dois sexos, sem potencial de remodelação depois disso
  3. abaixo de 14 anos, só cerca de 20% das fraturas desviadas remodelam
  4. 80% do comprimento final é alcançado aos 9 anos nas meninas e aos 12 nos meninos, mas a ossificação só termina por volta dos 25 anos
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Gabarito: D · 80% do comprimento final é alcançado aos 9 anos nas meninas e aos 12 nos meninos, mas a ossificação só termina por volta dos 25 anos

Conceito-chave

Uma adolescente de 13 anos consolidou a clavícula com encurtamento e um calo grande. A mãe pergunta se o osso "vai ficar assim". A resposta depende de quanto a clavícula ainda cresce e remodela, e o capítulo traz os números.

O desenvolvimento. A clavícula começa a se formar com 5 semanas e meia de gestação, por ossificação intramembranosa, e com 8 semanas já tem o formato em S. Depois do nascimento, cresce cerca de 8,4 mm por ano até os 12 anos; depois, 2,6 mm por ano nas meninas e 5,4 mm por ano nos meninos. Assim, 80% do comprimento final é alcançado aos 9 anos nas meninas e aos 12 nos meninos (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 20).

Mas ainda remodela. Alguns autores usaram esses números para dizer que o adolescente remodela pouco. Só que a clavícula é o último osso do corpo a terminar a ossificação, por volta dos 25 anos, e os 20% finais bastam para remodelação importante. PENNOCK, com 98 adolescentes seguidos 3,4 anos, viu remodelação completa ou quase completa em 85% dos que tinham menos de 14 anos e 54% dos de 14 anos ou mais, melhorando comprimento, desvio superior e angulação.

A fise medial. A fise medial da clavícula faz cerca de 80% do crescimento longitudinal. A epífise medial só ossifica por volta dos 18 a 20 anos e fecha entre 22 e 25 anos, o que torna difícil separar fratura fisária de luxação esternoclavicular no adolescente.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. Os números de crescimento sustentam a decisão de não operar o adolescente e explicam por que a lesão medial "esternoclavicular" do jovem é muitas vezes fisária.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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