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Questão de Fraturas da clavícula e do úmero proximal na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da clavícula e do úmero proximal na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Adolescente de 15 anos, jogador de futebol, tem fratura completamente desviada do terço médio da clavícula, com 2 cm de encurtamento, pele íntegra e exame neurovascular normal. Segundo o capítulo, a conduta recomendada é

  1. tratamento não operatório com tipoia, porque a pseudartrose e a consolidação viciosa sintomática são muito raras no adolescente
  2. placa, porque o encurtamento acima de 2 cm indica cirurgia
  3. haste intramedular, porque tem menos complicações que a placa
  4. redução fechada e imobilização em oito
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Gabarito: A · tratamento não operatório com tipoia, porque a pseudartrose e a consolidação viciosa sintomática são muito raras no adolescente

Conceito-chave

Um adolescente de 15 anos cai no futebol e quebra a clavícula. A radiografia mostra fragmentos sem contato, sobrepostos cerca de 2 cm. Pele boa, pulso e nervos normais. A família leu que "acima de 2 cm opera". O capítulo, escrito pelo autor do maior estudo prospectivo em adolescentes, responde com dados.

De onde veio o "2 cm". No adulto, um ensaio canadense (idade média de 33,5 anos) mostrou menos pseudartrose e consolidação viciosa sintomática com a cirurgia, e alguns autores associaram encurtamento acima de 14 ou 20 mm a piores resultados, tornando 20 mm um limiar. Mas SCHULZ e BAE mostraram adolescentes com mais de 15 a 20 mm sem déficit funcional, e a medida tradicional superestima o encurtamento real, por ignorar a obliquidade da fratura (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 20).

Os números do adolescente. No estudo prospectivo de HEYWORTH, com 416 fraturas completamente desviadas entre 10 e 18 anos, não houve diferença funcional entre operados e não operados, mas os operados tiveram mais complicações e mais cirurgias inesperadas. Taxas gerais: pseudartrose 0,4%, retardo 1,9%, consolidação viciosa sintomática 0,4%, refratura 2,6% (contra cerca de 15% e 10% de pseudartrose e consolidação viciosa no adulto). NG: 606 fraturas, uma pseudartrose. Na série FACTS de 125 operados, complicações em 43% (21% clinicamente relevantes) e 10% de cirurgia inesperada. Placas irritam em cerca de 18%.

A conduta do autor. Não operatório: tipoia em tempo integral por 2 semanas, parcial até 6 semanas, sem tipoia e esporte sem contato a partir de 6 semanas, contato com 3 meses após radiografia de consolidação avançada. Para encurtamento claramente acima de 30 mm ou cominuição grave, decisão compartilhada, mas ainda recomendando o não operatório; arremessadores de elite podem discutir a cirurgia. Se a família optar pela cirurgia, placa em vez de haste.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A indicação cirúrgica no adolescente é a maior controvérsia do capítulo, e a resposta atual do autor vai contra a extrapolação do adulto.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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