Menina de 12 anos com fratura fechada da diáfise do úmero, alinhamento aceitável e paralisia do nervo radial presente desde a chegada. A conduta recomendada é
- exploração imediata do nervo
- placa com exploração do nervo em 48 horas
- eletroneuromiografia no primeiro dia para decidir a exploração
- tratamento não operatório da fratura e observação do nervo, explorando se não houver sinal de recuperação em 3 a 6 meses
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Conceito-chave
Uma menina de 12 anos cai do cavalo e quebra o meio do úmero. Ela não consegue estender o punho. A fratura está bem alinhada. Precisa abrir para ver o nervo?
A paralisia do radial. Pela proximidade do nervo com a diáfise média e distal, ele pode ser contundido, estirado, dobrado, preso ou, raramente, seccionado. Estima-se paralisia do radial em até 20% das fraturas da diáfise no adulto e 5% na criança. A primária está presente desde a lesão; a secundária surge após a redução ou a manipulação, com o nervo antes funcionando (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 19).
Recupera sozinha. A maioria das publicações mostra recuperação espontânea em 78% a 100% só com observação. Quando o nervo foi explorado cedo, quase sempre estava íntegro, apenas contundido ou estirado sobre o fragmento. Na criança, o periósteo espesso pode proteger o nervo.
A conduta do autor. Fratura fechada com alinhamento aceitável e paralisia: tratamento não operatório e acompanhamento mensal do nervo. O sinal de TINEL avançando e a recuperação motora em sequência (extensores radiais do punho, depois extensores centrais, dos dedos e do polegar) indicam bom prognóstico. A regeneração é de cerca de 1 mm por dia; a distância até os músculos permite estimar o tempo. Exploração após 3 a 6 meses sem nenhum sinal de recuperação; na lesão encontrada tarde, enxerto de sural.
Quando explorar já. Na fratura exposta que vai para desbridamento e estabilização; se houver secção, reparo primário se as pontas estiverem limpas. A paralisia secundária é controversa: muitos observam, outros exploram cedo. Paralisia tardia durante a consolidação sugere nervo preso no calo (sinal de MATEV, uma lucência oval), e pede descompressão. Com paralisia do radial, se for operar, a placa por via lateral permite ver e proteger o nervo.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2017 (`pediatria-0618`), sobre a fratura da diáfise do úmero na criança.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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