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Questão de Fraturas da clavícula e do úmero proximal na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da clavícula e do úmero proximal na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

A grande capacidade de remodelação das fraturas do úmero proximal na criança se explica porque a fise proximal do úmero

  1. responde por cerca de 80% do crescimento longitudinal do úmero, chegando a 90% após os 11 anos
  2. responde por cerca de 20% do crescimento do úmero
  3. fecha antes dos 10 anos em ambos os sexos
  4. é totalmente intracapsular, protegida pela cápsula
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Gabarito: A · responde por cerca de 80% do crescimento longitudinal do úmero, chegando a 90% após os 11 anos

Conceito-chave

Uma menina de 9 anos tem uma fratura do úmero proximal com 50 graus de angulação. Um ano depois, a radiografia parece quase normal. Por que o úmero proximal perdoa tanto?

A fise que mais cresce. A fise proximal do úmero responde por 80% do crescimento longitudinal do úmero: cerca de 75% antes dos 2 anos e até 90% depois dos 11 (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 19). Ela fecha entre 14 e 17 anos nas meninas e 16 e 18 nos meninos. Somando a mobilidade quase global do ombro, que compensa deformidades, a maioria das fraturas pode ser tratada sem cirurgia.

A ossificação. A epífise proximal só aparece na radiografia por volta dos 6 meses. As tuberosidades têm centros próprios: a maior entre 1 e 3 anos, a menor entre 4 e 5; elas se unem entre 5 e 7 anos e se fundem à cabeça entre 7 e 13. Esses núcleos podem confundir o diagnóstico.

A cápsula. A superfície articular inclui a parte medial da epífise e o canto medial proximal da metáfise; a cápsula a envolve, mas a fise é extracapsular (só a parte mais medial fica dentro), o que a deixa suscetível à lesão. A maioria das fraturas do úmero proximal envolve a fise, em geral pela camada hipertrófica, poupando as camadas de reserva e proliferativa: por isso os SALTER-HARRIS I e II remodelam muito e raramente alteram o crescimento.

O periósteo. Espesso e forte na face posteromedial, fraco na anterolateral, por onde os fragmentos desviam; o periósteo interposto pode bloquear a redução.

Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2022 (`pediatria-0571`), que pergunta a idade de aparecimento da tuberosidade maior (1 a 3 anos). O mesmo bloco de anatomia explica a remodelação. Depois, faça a oficial.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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