Ao suspeitar de maus-tratos numa criança com fratura, a conduta inicial recomendada é
- dar alta e marcar retorno, para não constranger a família sem certeza
- notificar apenas se a família confessar
- internar a criança e notificar a suspeita, acionando a equipe de proteção
- encaminhar para casa com orientação e solicitar inventário ambulatorial
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Conceito-chave
Uma menina de 1 ano tem fratura do úmero e equimoses nas costas. A história muda a cada pergunta. A mãe quer ir para casa. O ortopedista não tem certeza. O que fazer?
O que está em jogo. Os ortopedistas participam do atendimento de 30% a 50% das crianças maltratadas. Crianças devolvidas para casa após um episódio de abuso não reconhecido têm 25% de risco de nova lesão grave e 5% de risco de morte (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 7). A demora em procurar atendimento é muito sugestiva de abuso; perguntar se a informação foi vista pessoalmente ou contada por outro.
O primeiro passo. Reconhecidos os maus-tratos, o primeiro passo do tratamento é a internação: põe a criança num ambiente seguro, permite a investigação complementar e, sobretudo, a avaliação social da família. A internação deve continuar até a investigação estar completa e haver um destino seguro; se a família se recusa, pode ser preciso custódia judicial.
A notificação. Funciona como teste de triagem: falso positivo é muito preferível a falso negativo, que pode ser fatal. Nos Estados Unidos, o médico é obrigado por lei a notificar toda suspeita; feita de boa-fé, a notificação dá imunidade civil e criminal. Mesmo assim, 27% das lesões consideradas prováveis e 76% das possíveis não foram notificadas. A conclusão do capítulo: notificar sempre a suspeita.
Com equilíbrio. É tão importante não deixar passar quanto não diagnosticar errado: o diagnóstico equivocado prejudica a família. O diagnóstico diferencial inclui osteogênese imperfeita, raquitismo, escorbuto, leucemia, doença de CAFFEY, osteomielite, sífilis congênita e outros; a doença metabólica não exclui os maus-tratos.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A conduta diante da suspeita é cobrada em provas de ortopedia pediátrica e é a parte em que o ortopedista mais erra.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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