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Questão de Maus-tratos (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaMaus-tratosOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o inventário esquelético na suspeita de maus-tratos, é correto afirmar que

  1. deve ser feito como radiografia única de corpo inteiro (babygrama)
  2. é obrigatório abaixo de 2 anos, deve ser repetido em cerca de 2 semanas e também indicado para irmãos menores de 2 anos
  3. tem maior rendimento acima de 5 anos
  4. dispensa as incidências oblíquas do tórax
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Gabarito: B · é obrigatório abaixo de 2 anos, deve ser repetido em cerca de 2 semanas e também indicado para irmãos menores de 2 anos

Conceito-chave

Um bebê de 5 meses chega com fratura do fêmur e uma história que não fecha. O primeiro inventário esquelético mostra só a fratura conhecida. Duas semanas depois, o novo inventário mostra calo em três costelas posteriores. O que o capítulo ensina sobre esse exame?

Quando fazer. O inventário esquelético deve ser feito em toda criança abaixo de 2 anos com suspeita de maus-tratos, como extensão do exame físico. Entre 2 e 5 anos, é individualizado; acima de 5, tem pouco valor, porque a criança diz onde dói. Na suspeita, foi positivo em 10,8% dos casos, sobretudo com trauma craniano abusivo, evento com risco de vida e lactentes abaixo de 6 meses. Os irmãos e contatos domiciliares abaixo de 2 anos têm 11,9% de inventário positivo e também devem fazê-lo (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 7).

Como fazer. Incidências separadas de cada segmento: úmeros, antebraços, mãos, fêmures, pernas e pés de frente; tórax de frente, perfil e oblíquas direita e esquerda (costelas); pelve; coluna lombossacral e cervical em perfil; crânio de frente e perfil (Tabela 7-9), com dose baixa (cerca de 0,2 mSv). Perfis centrados nas articulações ajudam a ver a lesão metafisária clássica. O "babygrama" não tem lugar: a obliquidade dos raios esconde fraturas sutis.

Repetir em 2 semanas. Algumas fraturas, sobretudo de costela, só aparecem quando o calo se forma, em 10 a 14 dias. KLEINMAN mostrou que o inventário de seguimento detectou 27% mais fraturas e ajudou a datar 20%. Quase 10% das crianças com suspeita têm inventário inicial normal e achados importantes no de 2 semanas.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada às oficiais sobre maus-tratos (TARO 2011 `pediatria-0422`, TARO 2015 `pediatria-0066`). O inventário é a ferramenta que o ortopedista precisa saber pedir.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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