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Questão de Mielomeningocele (OrtoQuestões Simulados)

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OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança com mielomeningocele tem o joelho quente, vermelho e inchado, com leucócitos e VHS elevados, e a radiografia mostra alargamento da fise distal do fêmur com reação periosteal. O diagnóstico mais provável e a conduta são

  1. artrite séptica; artrotomia de urgência
  2. fratura fisária; imobilização prolongada sem carga
  3. osteossarcoma; biópsia imediata
  4. articulação de CHARCOT; artrodese
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Gabarito: B · fratura fisária; imobilização prolongada sem carga

Conceito-chave

Um menino de 8 anos com mielomeningocele lombar baixa chega com o joelho quente, vermelho e inchado, febril baixo, com leucócitos e VHS altos. Não houve queda lembrada. A radiografia mostra a fise distal do fêmur alargada e reação periosteal exuberante. Infecção?

Por que essas crianças fraturam. Baixa densidade óssea pelo desuso, imobilizações após cirurgias, marcha alterada, sensibilidade diminuída (inclusive a protetora) e nefropatia com perda de cálcio. A incidência de fraturas vai de 12% a 31%, cerca de 40% no nível torácico e 10% no lombar baixo ou sacral. Distribuição bimodal (1 a 5 anos e 10 a 12 anos), rara após 13 anos. Locais, em ordem: diáfise do fêmur, fêmur distal, diáfise da tíbia, fêmur proximal, colo, fise distal do fêmur e tíbia proximal (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 7).

A fratura que imita infecção. As fraturas fisárias na mielomeningocele podem simular infecção: temperatura elevada, edema, vermelhidão e calor, com leucócitos e VHS muitas vezes altos. A imobilização costuma reduzir dramaticamente o edema e o rubor em poucos dias. Na consolidação, a radiografia assusta: fise alargada, fratura metafisária, elevação periosteal. O diferencial inclui osteomielite, sarcoma, leucemia e articulação de CHARCOT. O trauma repetido sobre a fise (andar, mobilização passiva) gera reação exuberante (Fig. 7-35).

O tratamento. As fraturas fisárias exigem imobilização prolongada, com proibição estrita da carga, para evitar o trauma repetido. As outras fraturas consolidam rápido (pseudartrose é rara): imobilização bem acolchoada, curta, para não aumentar a osteopenia; nos que não andam, tolera-se consolidação viciosa leve. A cirurgia tem mais infecção, e 18% a 40% são alérgicos ao látex: ambiente sem látex.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2015 (`pediatria-0065`), que pergunta a extremidade mais fraturada na mielomeningocele. O capítulo aponta a diáfise do fêmur, seguida do fêmur distal.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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