Na fratura patológica do fêmur por displasia fibrosa poliostótica, é correto afirmar que
- curetagem com enxerto esponjoso autólogo cura a lesão
- a placa lateral é a fixação preferida
- a fratura do fêmur proximal raramente evolui com deformidade
- o enxerto costuma ser reabsorvido e substituído por displasia, e a fixação intramedular de compartilhamento de carga é preferida
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Conceito-chave
Um menino de 10 anos com síndrome de McCUNE-ALBRIGHT cai num jogo de futebol e quebra o fêmur na região subtrocantérica (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 7, Fig. 7-13). Como fixar um osso que é, ele próprio, doente?
A displasia fibrosa. Anomalia benigna em que o osso e a medula são substituídos por tecido fibro-ósseo (osso imaturo metaplásico, com trabéculas mal orientadas), com menor resistência, deformidade e fratura. Pode ser monostótica (fraturas em cerca de 5%) ou poliostótica; a poliostótica com manchas café com leite e endocrinopatia é a síndrome de McCUNE-ALBRIGHT. Na radiografia: lesão central, diafisária, bem definida, com aspecto em vidro fosco; arqueamento de fêmur e tíbia. A endocrinopatia pode causar fosfatúria, com efeito de raquitismo sobre o resto do esqueleto.
A fratura. A consolidação é rápida, mas o calo endosteal se forma mal, enquanto o periosteal é normal. A maioria é tratada de início com imobilização, exceto em ossos muito deformados (sobretudo no membro inferior) e nas grandes áreas císticas. As do fêmur proximal são problemáticas, pela tendência à consolidação viciosa e à deformidade progressiva em coxa vara e cajado de pastor.
O que não funciona e o que funciona. A curetagem com enxerto em geral não é indicada, porque o enxerto é reabsorvido e substituído por osso displásico; o aloenxerto cortical parece o mais resistente. Quando operadas, as fraturas pedem fixação interna intramedular, de compartilhamento de carga, idealmente "fixação de todo o osso", muitas vezes com correção da deformidade. Bisfosfonatos (pamidronato) podem reduzir a dor óssea e as fraturas nas formas graves.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A displasia fibrosa é cobrada em tumores, e o capítulo infantil traz os princípios de fixação que caem bem em prova.
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