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Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menino de 11 anos tem fratura espiral da tíbia distal através de uma lesão excêntrica, cortical, com borda esclerótica, compatível com fibroma não ossificante. A conduta adequada é

  1. curetagem e enxerto imediatos, antes de qualquer imobilização
  2. ressecção ampla, pelo risco de malignização
  3. imobilizar até a consolidação e, depois, decidir sobre a lesão conforme o risco de nova fratura
  4. nenhum seguimento, porque a lesão desaparece com a fratura
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Gabarito: C · imobilizar até a consolidação e, depois, decidir sobre a lesão conforme o risco de nova fratura

Conceito-chave

Um menino de 11 anos cai jogando beisebol e quebra a tíbia distal. A fratura espiral passa por uma lesão excêntrica, de transição estreita, com borda esclerótica (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 7, Fig. 7-8). É um fibroma não ossificante. O que fazer?

As lesões mais comuns. O defeito fibroso cortical e o fibroma não ossificante são os tumores ou lesões pseudotumorais mais comuns da criança em crescimento, com incidência estimada em 20%. Quase sempre assintomáticos, achados por acaso. Na radiografia: lesão bem definida, excêntrica ou cortical, lítica, metafisária, com borda esclerótica nítida. O defeito fibroso é pequeno (abaixo de 2 cm); o fibroma é maior e múltiplo em um terço.

O risco de fratura. Maior nas lesões com mais de 50% do diâmetro cortical, nos estágios iniciais de RITSCHL com dor, no membro inferior e em meninos de 6 a 14 anos. Na tíbia distal, o estágio B de RITSCHL com mais de 50% de envolvimento nas duas incidências e o afinamento cortical aumentaram o risco; a tomografia acrescentou ruptura cortical e ausência de neocórtex.

A conduta. A história natural é a cicatrização espontânea com o tempo. As fraturas consolidam sem problemas, mas a lesão costuma persistir, e pode haver nova fratura. Por isso, a fratura é tratada com imobilização até a consolidação; a cirurgia (curetagem e enxerto) pode ser necessária pelo risco persistente de fratura ou por dor crônica, de preferência depois da consolidação. O tamanho sozinho não obriga à curetagem profilática, e a maioria dos fibromas grandes pode ser apenas acompanhada.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O fibroma não ossificante é a lesão óssea mais comum da criança, e a sequência "consolidar primeiro, decidir depois" é o ponto prático.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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