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Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na criança com fratura patológica por lesão óssea lítica, o achado que favorece cisto ósseo aneurismático em relação ao cisto ósseo simples é

  1. lesão central, única cavidade, sem septos
  2. lesão excêntrica, septada, que se expande além da largura da fise, com níveis líquidos na ressonância
  3. localização na diáfise com aspecto em vidro fosco
  4. matriz com calcificação pontilhada
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Gabarito: B · lesão excêntrica, septada, que se expande além da largura da fise, com níveis líquidos na ressonância

Conceito-chave

Uma menina de 12 anos cai e não consegue mais andar. Há uma fratura no fêmur proximal através de uma lesão lítica, loculada, com afinamento cortical (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 7, Fig. 7-4). Cisto simples ou aneurismático? A diferença muda o que esperar depois.

O cisto aneurismático. Lesão benigna, mas localmente agressiva, com incidência de cerca de 1,4 por 100.000. A base neoplásica foi demonstrada em parte pela translocação t(16;17), que aumenta a expressão de USP6. Na imagem: lesão bem definida, excêntrica (no início), expansiva (muitas vezes além da fise adjacente), lítica e septada, em geral metafisária (cerca de 65%); fêmur, tíbia, úmero e elementos posteriores da coluna (cerca de 25%). Um terço se associa a outros tumores. A ressonância mostra os níveis líquidos duplos característicos.

Simples × aneurismático.

AspectoCisto simplesCisto aneurismático
PosiçãoCentralExcêntrica
InteriorCavidade únicaSeptos
ExpansãoLeveGrande, além da largura da fise
Fratura80% se apresentam assim11% a 35% nos ossos longos
EvoluçãoPode cicatrizarNão cicatriza sozinho

A biópsia de congelação lida por patologista experiente ajuda; o tratamento aberto das fraturas é parecido, mas o diagnóstico muda a expectativa.

O tratamento. O aneurismático não regride sozinho e precisa de cirurgia, ainda que a fratura possa ser tratada antes de forma conservadora. A recidiva após curetagem e enxerto chega a 30%, maior nas crianças menores; a ressecção em quatro passos (janela ampla, curetagem, broca de alta rotação, eletrocautério, com adjuvantes) tem cerca de 8% nas lesões apendiculares. Embolização seriada é alternativa. Na coluna, instrumentação de titânio ou cromo-cobalto atrapalha menos a ressonância de controle.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre o diagnóstico diferencial das lesões líticas que fraturam, tema que cruza pediatria e tumores.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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