Na criança com fratura patológica por lesão óssea lítica, o achado que favorece cisto ósseo aneurismático em relação ao cisto ósseo simples é
- lesão central, única cavidade, sem septos
- lesão excêntrica, septada, que se expande além da largura da fise, com níveis líquidos na ressonância
- localização na diáfise com aspecto em vidro fosco
- matriz com calcificação pontilhada
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Conceito-chave
Uma menina de 12 anos cai e não consegue mais andar. Há uma fratura no fêmur proximal através de uma lesão lítica, loculada, com afinamento cortical (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 7, Fig. 7-4). Cisto simples ou aneurismático? A diferença muda o que esperar depois.
O cisto aneurismático. Lesão benigna, mas localmente agressiva, com incidência de cerca de 1,4 por 100.000. A base neoplásica foi demonstrada em parte pela translocação t(16;17), que aumenta a expressão de USP6. Na imagem: lesão bem definida, excêntrica (no início), expansiva (muitas vezes além da fise adjacente), lítica e septada, em geral metafisária (cerca de 65%); fêmur, tíbia, úmero e elementos posteriores da coluna (cerca de 25%). Um terço se associa a outros tumores. A ressonância mostra os níveis líquidos duplos característicos.
Simples × aneurismático.
| Aspecto | Cisto simples | Cisto aneurismático |
|---|---|---|
| Posição | Central | Excêntrica |
| Interior | Cavidade única | Septos |
| Expansão | Leve | Grande, além da largura da fise |
| Fratura | 80% se apresentam assim | 11% a 35% nos ossos longos |
| Evolução | Pode cicatrizar | Não cicatriza sozinho |
A biópsia de congelação lida por patologista experiente ajuda; o tratamento aberto das fraturas é parecido, mas o diagnóstico muda a expectativa.
O tratamento. O aneurismático não regride sozinho e precisa de cirurgia, ainda que a fratura possa ser tratada antes de forma conservadora. A recidiva após curetagem e enxerto chega a 30%, maior nas crianças menores; a ressecção em quatro passos (janela ampla, curetagem, broca de alta rotação, eletrocautério, com adjuvantes) tem cerca de 8% nas lesões apendiculares. Embolização seriada é alternativa. Na coluna, instrumentação de titânio ou cromo-cobalto atrapalha menos a ressonância de controle.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre o diagnóstico diferencial das lesões líticas que fraturam, tema que cruza pediatria e tumores.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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