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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o fechamento fisário prematuro após fratura do colo do fêmur na criança, é correto afirmar que

  1. causa grande discrepância em todas as idades, porque a fise proximal responde por metade do crescimento do membro
  2. a fise femoral proximal contribui com cerca de 13% do crescimento do membro, e a discrepância só costuma importar na criança muito pequena
  3. é raro, abaixo de 2% dos casos
  4. não tem relação com a necrose nem com a fixação que cruza a fise
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Gabarito: B · a fise femoral proximal contribui com cerca de 13% do crescimento do membro, e a discrepância só costuma importar na criança muito pequena

Conceito-chave

Um menino de 10 anos teve uma fratura patológica do colo do fêmur fixada com parafusos que cruzam a fise. O cirurgião sabe que a fise vai fechar. Quanto isso vai encurtar a perna, e o que mais pode ser feito (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24, Fig. 24-23)?

A frequência. O fechamento fisário prematuro ocorre após cerca de 28% das fraturas. O risco aumenta quando a fise é violada pela técnica cirúrgica ou quando há necrose, e é mais visto com necrose dos tipos II e III de RATLIFF.

O tamanho do problema. A fise femoral proximal contribui com apenas 13% do crescimento do membro (cerca de 3 mm por ano) e fecha antes da maioria das fises do membro inferior. Por isso, o encurtamento pelo fechamento prematuro não causa alteração funcional significativa, exceto em crianças muito pequenas. A discrepância só é tratada se for significativa: 2,5 cm ou mais projetados na maturidade (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24).

O trocânter. Fechando a fise da cabeça, o trocânter maior continua crescendo e sobe em relação à cabeça (supercrescimento do trocânter, coxa breva). Se a parada femoral é esperada pelo implante ou pela lesão em crianças de 8 anos ou menos, pode-se fazer epifisiodese do trocânter maior junto, para manter uma relação articulotrocantérica mais normal. Mesmo assim, algum desnível pode ocorrer.

O equilíbrio. É por isso que o capítulo aceita cruzar a fise quando a estabilidade exige: a sequela do fechamento é menor que a da pseudartrose e da necrose, sobretudo acima de 10 anos.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção, ligada aos tipos de DELBET (TARO 2025 `pediatria-0530`, TARO 2015 `pediatria-0599`).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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