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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Após a redução fechada de uma luxação posterior do quadril em criança de 10 anos, a radiografia mostra o espaço articular alargado em relação ao lado oposto, que persiste após alguns dias. A conduta é

  1. liberar a carga, porque o alargamento é sempre hemartro
  2. repetir a redução fechada com mais força
  3. ressonância magnética para pesquisar lábio, cápsula ou fragmento osteocondral interpostos
  4. observar por 6 meses antes de qualquer exame
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Gabarito: C · ressonância magnética para pesquisar lábio, cápsula ou fragmento osteocondral interpostos

Conceito-chave

Uma criança de 10 anos cai do trenó e luxa o quadril. A redução é fácil, mas a radiografia mostra o quadril esquerdo um pouco mais aberto que o direito. Dias depois, continua assim, e ela segue com dor (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24, Figs. 24-29 e 24-35). O que pode estar preso lá dentro?

O alargamento. A incidência de espaço articular alargado após a redução chega a 26%. Logo depois, o hemartro ou a menor tonicidade muscular podem deixar o quadril um pouco mais aberto, mas isso deve melhorar em alguns dias. Se o quadril não ficar concêntrico, deve-se pensar em tecido interposto: músculo, osso, cartilagem articular, lábio ou cápsula.

O exame. A ressonância é o exame mais útil para mostrar o que impede a redução concêntrica, com vantagem sobre a radiografia e a tomografia para fraturas de cartilagem e lesões de partes moles antes da ossificação completa do acetábulo. A tomografia não identifica bem fragmentos não ósseos sem artrografia. Na criança mais nova e quando a direção da luxação é desconhecida, a ressonância é ainda mais útil. A Fig. 24-30 mostra um lábio interposto visto na ressonância 2 meses após uma queda com radiografia normal.

A redução espontânea. A luxação pode se reduzir sozinha, e o diagnóstico passa despercebido; o ar na articulação na tomografia é prova de que houve luxação. Criança com dor no quadril após trauma e espaço articular alargado deve fazer ressonância. Tecidos presos são retirados por via aberta ou artroscópica; sem tratamento, a redução não concêntrica leva a artropatia degenerativa.

A parede posterior. Na criança, radiografia e tomografia subestimam a lesão da parede posterior, em grande parte cartilaginosa; a ressonância avalia melhor. Lesões labrais grandes podem causar instabilidade recorrente.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A luxação do quadril na criança é cobrada (TARO 2024 `pediatria-0537`), e a redução não concêntrica é a armadilha clínica que o capítulo destaca.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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