Adolescente de 13 anos com luxação traumática posterior do quadril. Para a redução, o capítulo recomenda
- redução com sedação leve no pronto-socorro, sem radioscopia, para não atrasar
- anestesia geral com relaxamento muscular e radioscopia, para evitar o descolamento da epífise femoral
- tração cutânea por 3 dias antes de tentar reduzir
- redução aberta de rotina, sem tentativa fechada
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Conceito-chave
Um rapaz de 13 anos luxa o quadril jogando futebol americano. No pronto-socorro, alguém sugere reduzir logo com uma sedação leve. Na tentativa, a epífise femoral se separa do colo (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24, Fig. 24-34). O que deveria ter sido feito?
Uma urgência. A redução da luxação do quadril é uma urgência ortopédica. O resultado mais devastador é a necrose, e o tempo até a redução acima de 6 horas parece ser o maior fator de risco. No politraumatizado, isso precisa ser dito à equipe de trauma para entrar na prioridade.
O perigo do adolescente. Já foram relatados casos de separação da epífise femoral proximal durante a tentativa de redução fechada, sobretudo no início da adolescência, entre 12 e 16 anos, com fise alargada. Como as fraturas fisárias verdadeiras são de alta energia, é possível que alguns desses pacientes já tivessem lesão fisária não percebida na luxação (Fig. 24-6). Por isso, nessa idade, a redução deve ser feita com anestesia geral, relaxamento muscular completo e radioscopia, para conferir a estabilidade da fise, e com a possibilidade de abrir o quadril com urgência. Técnicas agressivas não devem ser tentadas sem relaxante muscular.
As manobras. Tração no eixo do fêmur com manipulação suave da cabeça. Numa, o paciente em decúbito dorsal, joelho fletido, o cirurgião acima tracionando enquanto o assistente estabiliza a pelve. Na manobra da gravidade, decúbito ventral com os membros pendentes na borda da mesa, quadril e joelho a 90 graus, pressão suave para baixo.
Depois. Imagem pós-redução sempre, procurando congruência; abrir se irredutível ou não concêntrica. Gesso pelvipodálico por 4 a 6 semanas nos menores, órtese de abdução nos maiores; seguimento por pelo menos 2 anos para a necrose.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2024 (`pediatria-0537`) e ao TEOT 2024 (`pediatria-0561`), sobre a luxação traumática e sua redução.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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