Adolescente corredora com fratura por estresse do colo do fêmur do tipo tensão, com traço transverso na cortical superior. A conduta indicada é
- muletas sem carga por 6 a 8 semanas, como no tipo compressão
- observação, porque esse tipo raramente desvia
- gesso pelvipodálico por 12 semanas
- fixação in situ com parafusos canulados de compressão
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Conceito-chave
Uma corredora de 16 anos aumentou o volume de treino e há 6 semanas tem dor na virilha que irradia para o joelho. A radiografia mostra uma linha transversa na cortical superior do colo do fêmur. É uma fratura por estresse, mas de qual tipo, e por que isso importa?
Os dois tipos. As fraturas por estresse do colo são de compressão ou de tensão (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24, Fig. 24-25):
| Tipo | Aspecto | Comportamento | Tratamento |
|---|---|---|---|
| Compressão | Formação óssea reativa na cortical inferior, sem ruptura | Raramente desvia por completo; pode colapsar em varo leve | Muletas sem carga; carga parcial em 6 a 8 semanas, total em 12 a 16 |
| Tensão | Linha transversa na cortical superior | Instável: o traço é perpendicular às linhas de tensão | Fixação in situ com parafusos canulados de compressão |
O tipo tensão é raro no esqueleto imaturo, mas ocorre no adolescente maduro. Qualquer desvio em varo, mesmo mínimo, também obriga a fixação. Na criança pequena ou que não colabora, o gesso pode ser necessário no tipo compressão.
O diagnóstico. São raras na criança: numa série de 40 fraturas por estresse, só uma do colo. Atividade nova ou aumentada (corrida, futebol) sugere o diagnóstico, embora crianças pequenas possam não ter aumento de atividade. Dor progressiva na virilha, coxa ou joelho, com dor na flexão final do quadril. Radiografias podem ser normais nas primeiras 4 a 6 semanas; ressonância ou cintilografia confirmam. Pesquisar deficiência de vitamina D e, na atleta, a tríade da mulher atleta. Diagnóstico diferencial com lesão esclerótica: osteoma osteoide, osteomielite esclerosante, infarto ósseo e osteossarcoma.
A complicação. A coxa vara é a mais comum no tipo compressão não tratado. Uma vez desviada, a fratura por estresse tem todas as complicações das fraturas desviadas dos tipos II e III.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A distinção compressão e tensão é clássica no adulto e o capítulo infantil a mantém com indicações claras.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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