Adolescente com fratura do colo do fêmur fixada de forma estável evolui sem consolidação aos 5 meses. A conduta indicada é
- prolongar a imobilização até 1 ano
- retirar o material e observar
- osteotomia valgizante subtrocantérica, para mudar a orientação do traço e comprimir o foco
- artroplastia total do quadril
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Conceito-chave
Uma adolescente de 15 anos teve uma fratura transcervical muito desviada, fixada com três parafusos e enxerto. Aos 5 meses, o traço continua visível e ela tem dor (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24, Fig. 24-24). O que o capítulo recomenda?
A pseudartrose. Ocorre em cerca de 7% das fraturas do quadril da criança, mais nos tipos II e III, rara nos tipos I e IV. A causa principal é não obter ou não manter a redução anatômica. A dor deve sumir e o calo em ponte aparecer até 3 meses; sem consolidação em 3 a 6 meses, o diagnóstico está feito, e a tomografia ajuda. O tratamento é cirúrgico, o quanto antes (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24).
Duas situações.
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Fixação inicial não rígida | Revisar com fixação interna rígida |
| Fixação inicial estável | Osteotomia valgizante subtrocantérica, que muda a orientação do traço e permite compressão no foco |
Enxerto homólogo pode complementar; o autólogo fica para as persistentes. A fixação deve cruzar a pseudartrose, com imobilização externa salvo nos adolescentes mais maduros e colaborativos.
A coxa vara. Prevalência de 20% a 30%, bem menor quando se fixa após reduzir. Vem de consolidação viciosa, necrose, fechamento fisário prematuro ou combinação. Grave, deixa o trocânter acima do centro da cabeça, com fraqueza abdutora, encurtamento e claudicação. Remodela se a criança tem menos de 8 anos ou ângulo cervicodiafisário acima de 110 graus; nos demais, com deformidade progressiva, osteotomia valgizante subtrocantérica (Fig. 24-22).
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2020 (`pediatria-0721`), sem gabarito, que pergunta a complicação mais associada ao tipo IV. O capítulo associa os tipos III e IV a mais varo quando mal tratados.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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