Na fratura do colo do fêmur da criança, o fator modificável mais importante para reduzir a necrose avascular é
- a capsulotomia de rotina
- a qualidade da redução
- o uso de gesso pelvipodálico após a fixação
- o tipo de fratura na classificação de DELBET
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Conceito-chave
Duas meninas de 11 anos chegam com a mesma fratura transcervical desviada. Uma é operada em 6 horas com redução anatômica; a outra em 2 dias, com um pequeno degrau no colo. Qual delas tem mais risco de necrose, e por quê?
O que não se pode mudar. O tipo de DELBET, o desvio inicial e a idade (mais necrose acima de 10 anos) são fatores de risco, mas vêm com o trauma.
O que se pode mudar. O capítulo diz que o fator modificável talvez mais importante é a qualidade da redução. SCHRADER mostrou que redução melhor e implantes canulados modernos reduziram a necrose (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24).
O tempo. Algumas séries mostram menos necrose quando a redução e a fixação ocorrem em até 24 horas; outras não acham associação. Uma revisão sistemática de 2013 deu razão de chances de 4,2 para necrose quando o tratamento definitivo passou de 24 horas. A hipótese é que a redução precoce evita mais lesão aos vasos e alivia o tamponamento do hemartro.
A capsulotomia. O alívio do tamponamento tem apoio dividido: alguns mostram que aspirar o hematoma reduz a pressão e aumenta o fluxo; outros, pouco efeito. A capsulotomia não se associou à redução da necrose.
O gesso. Serve à estabilidade e à consolidação quando a fixação não cruza a fise; não atua na necrose.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada aos tipos de DELBET e à necrose, cobrados no TARO 2011 (`pediatria-0651`), na ENARE 2025 (`pediatria-0858`) e no TEOT 2025 (`pediatria-0920`).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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