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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 18 meses com fratura transepifisária do fêmur proximal (DELBET IA) sem desvio e estável. A conduta indicada é

  1. gesso pelvipodálico em abdução e rotação neutra, com controle radiográfico precoce
  2. parafusos canulados de 7,3 mm cruzando a fise
  3. redução aberta imediata pela via posterior
  4. suspensório de PAVLIK por 2 semanas, sem controle radiográfico
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Gabarito: A · gesso pelvipodálico em abdução e rotação neutra, com controle radiográfico precoce

Conceito-chave

Uma menina de 18 meses cai do trampolim e passa a não mexer a perna. A AP parece normal, mas a incidência em rã mostra uma fratura transepifisária quase sem desvio (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24, Fig. 24-5). O que fazer nessa idade?

Abaixo de 2 anos. Nas crianças pequenas com fratura sem desvio ou minimamente desviada, o gesso pelvipodálico sem fixação provavelmente basta. Como a fratura tende a desviar para varo e rotação externa, o membro deve ser gessado em abdução leve e rotação neutra, com controle radiográfico próximo no início. Fraturas desviadas são reduzidas com tração suave, abdução e rotação interna; se ficarem estáveis, gesso; se não, fios lisos finos cruzando o colo até a epífise (2 mm, dois ou três, cortados e dobrados sob a pele), com gesso por pelo menos 6 semanas.

Acima de 2 anos. Fixação operatória sempre, mesmo sem desvio, porque as complicações do desvio tardio são graves. A fixação tem de cruzar a fise: fios lisos nas pequenas, parafusos canulados (4 a 7,3 mm) nas maiores; acima de 10 anos, a discrepância eventual é pequena e compensa a fixação melhor.

Diagnóstico no lactente. Pseudoparalisia, encurtamento e suspeita forte são as chaves; a ultrassonografia mostra a separação epifisária e o derrame; aspirado sanguinolento sugere fratura, seroso sinovite, purulento infecção. No recém-nascido após parto difícil, a separação fisária pode imitar a displasia ou a artrite séptica. Sem história de trauma importante, afastar maus-tratos.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2007 (`pediatria-0730`), sem gabarito, cuja alternativa A diz que o tipo I deve ser tratado cirurgicamente independentemente da idade e do desvio. O capítulo mostra que, abaixo de 2 anos, o tipo I estável vai bem com gesso.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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