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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

No tratamento da fratura transcervical (DELBET II) desviada no adolescente, a conduta correta é

  1. gesso pelvipodálico sem fixação, para não lesar a fise
  2. aceitar desvio residual pequeno após a redução fechada, porque o colo remodela
  3. evitar a qualquer custo que os parafusos cruzem a fise, mesmo com fixação instável
  4. redução anatômica, aberta se houver qualquer desvio residual, e fixação que pode cruzar a fise se necessário para a estabilidade
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Gabarito: D · redução anatômica, aberta se houver qualquer desvio residual, e fixação que pode cruzar a fise se necessário para a estabilidade

Conceito-chave

Um rapaz de 13 anos cai num salto de esqui e quebra o colo do fêmur com desvio. A fise ainda está aberta. O cirurgião hesita: abrir ou não, cruzar a fise ou não?

Anatômica, sempre. Fraturas desviadas do colo devem ter redução anatômica e fixação interna estável. Coxa vara e pseudartrose foram frequentes nas grandes séries tratadas só com imobilização; com redução anatômica e fixação, as taxas caíram muito. A qualidade da redução afeta diretamente as complicações. A redução fechada é feita com tração longitudinal, abdução e rotação interna; os autores, porém, abrem diante de qualquer desvio ou cominuição para confirmar a redução, por via de SMITH-PETERSEN anterior (incisão de biquíni) associada a uma incisão lateral para a fixação, ou por luxação cirúrgica (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24).

Cruzar ou não a fise. No tipo II, pode ser necessário cruzar a fise para a estabilidade: as consequências do fechamento prematuro e do supercrescimento do trocânter são bem menores que as da pseudartrose, da quebra dos pinos e da necrose. O tratamento da fratura é a prioridade. Se possível, não cruzar; se a fise não for cruzada, gesso pelvipodálico complementar. No tipo III, em geral não é preciso cruzar.

Os implantes. Parafusos canulados de 4 a 4,5 mm até cerca de 8 anos; de 6,5 a 7,3 mm depois; dois ou três, o inferior junto ao calcar, entrando acima do nível do trocânter menor para não criar ponto de fratura subtrocantérica. Dispositivos de ângulo fixo, como o Femoral Neck System, são úteis no adolescente. A capsulotomia ou aspiração do hemartro pode ser considerada.

Gesso. Abaixo de 10 anos, evita-se cruzar a fise e se usa gesso por pelo menos 6 semanas; acima de 12, a fixação transfisária estável dispensa o gesso; entre 10 e 12, depende da estabilidade e da colaboração.

Por que esta questão foi criada. É gêmea do TEOT 2022 (`pediatria-0707`), que pergunta a manobra de redução fechada do tipo II (abdução e rotação medial), e do TARO 2007 (`pediatria-0730`), sem gabarito, que afirma que o tipo II desviado deve ser reduzido e fixado com parafusos. Depois, faça as oficiais.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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