Em criança acima de 4 anos, a principal fonte de irrigação da epífise femoral proximal é
- a artéria do ligamento redondo
- os ramos retinaculares posterossuperiores da artéria circunflexa femoral medial
- os vasos metafisários que atravessam a fise
- a artéria circunflexa femoral lateral, pela face anterior do colo
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Conceito-chave
Por que uma fratura do colo do fêmur numa criança de 9 anos pode matar a cabeça femoral, enquanto a mesma fratura num bebê raramente faz isso? A resposta está na maneira como a irrigação muda com a idade.
A evolução da irrigação. Estudos de injeção e microangiografia mostram (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 24, seção Vascular Anatomy):
| Idade | Irrigação da cabeça |
|---|---|
| Até 3 ou 4 meses | Ligamento redondo (pequena contribuição) e vasos metafisários das circunflexas, que atravessam o colo |
| Até 4 anos | Os vasos metafisários diminuem à medida que a fise vira barreira; por volta dos 4 anos, a irrigação metafisária é praticamente inexistente |
| 18 meses a 4 anos em diante | Predomínio dos ramos retinaculares terminais da circunflexa femoral medial, pela face posterior e superior do colo |
| 3 a 4 anos em diante | Os vasos posterossuperiores passam a irrigar toda a porção anterolateral da epífise |
Os vasos retinaculares. OGDEN mostrou que os vasos epifisários laterais são dois ramos da circunflexa medial, o posterossuperior e o posteroinferior. Na altura do sulco intertrocantérico, eles penetram a cápsula e sobem pelo colo, cobertos pelas pregas retinaculares, até a periferia da cabeça, acima da fise; persistem por toda a vida. Também são chamados de artéria cervical ascendente lateral ou vasos retinaculares superiores.
O ligamento redondo. Praticamente sem importância: pouca contribuição até os 8 anos e, no adulto, só cerca de 20%.
Consequências. Muitos vasos pequenos viram poucos vasos grandes com a idade, e a lesão de um só tem consequências sérias: ocluir o posterossuperior pode necrosar a porção anterolateral da cabeça. Por isso a capsulotomia é anterior, evitando a incisura intertrocantérica e os vasos ascendentes laterais, e, na luxação cirúrgica, o piriforme fica íntegro para proteger o ramo retinacular. A cápsula espessa da criança rasga menos, e o hemartro pode tamponar os vasos.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção, ligada ao TARO 2006 (`pediatria-0799`), que fala dos vasos que cruzam a fise. O capítulo mostra que, depois do primeiro ano, a fise é uma barreira.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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