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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Segundo SILBER e FLYNN, o fator que mais orienta o padrão e o tratamento das fraturas da pelve na criança é

  1. a maturidade esquelética, definida pela cartilagem trirradiada aberta ou fechada
  2. a idade cronológica acima de 10 anos
  3. o peso da criança
  4. o mecanismo de trauma, independentemente da maturidade
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Gabarito: A · a maturidade esquelética, definida pela cartilagem trirradiada aberta ou fechada

Conceito-chave

Dois pacientes com fraturas parecidas da pelve: um tem 13 anos e a trirradiada já fechada; o outro tem 13 anos e a trirradiada aberta. Devem ser tratados igual? O capítulo diz que não, e explica por quê.

A classificação de SILBER e FLYNN. Eles revisaram radiografias de 133 crianças e adolescentes e separaram dois grupos: imaturos (RISSER 0 e todas as fises abertas) e maduros (trirradiada fechada). Nos imaturos, as fraturas da pelve raramente precisaram de cirurgia, e o foco deve ser as lesões associadas. Nos maduros, as fraturas eram mais parecidas com as do adulto (mais acetábulo e mais diástase da sínfise e da sacroilíaca), foram melhor classificadas pelos sistemas do adulto e tratadas pelos princípios do adulto; todos os procedimentos cirúrgicos foram nesse grupo (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 23).

A mensagem. O padrão da lesão do anel reflete a maturidade esquelética, e não a idade cronológica. SILBER, em outra revisão de 166 crianças, recomendou que todos com trirradiada fechada, qualquer que seja a idade, sejam tratados como adultos, com redução anatômica e fixação estável. Os autores do capítulo seguem a mesma lógica: conservador no imaturo com fratura estável; operatório no padrão instável com pelve madura. E, qualquer que seja a idade, anel muito deformado, lesão posterior desviada ou fratura desviada da trirradiada devem ser vistos como instáveis.

Por que a criança é diferente. Mais plasticidade óssea e elasticidade das sacroilíacas e da sínfise, periósteo espesso, cartilagens estruturais e apófises sujeitas a avulsão. Por isso a pelve infantil absorve mais energia, e uma só quebra do anel é comum, ao contrário da "dupla quebra" obrigatória do adulto. Mas uma fratura pequena pode esconder trauma de alta energia.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TEPOP 2024 (`pediatria-0947`), sobre as características das fraturas da pelve da criança.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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