Criança de 7 anos com dor vaga na virilha e radiografia com hiperostose na junção isquiopúbica, sem febre nem história de esforço repetitivo. O diagnóstico mais provável é
- fratura por estresse do ramo púbico
- osteossarcoma do ramo isquiopúbico
- fratura por avulsão da tuberosidade isquiática
- osteocondrite isquiopúbica (doença de VAN NECK), autolimitada
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Conceito-chave
Uma menina de 7 anos reclama de dor leve na virilha há algumas semanas. Não houve trauma, não há febre. A radiografia mostra um aumento de volume ósseo na metade do ramo isquiopúbico. Os pais se assustam com a palavra "massa". O que é?
A sincondrose. O ísquio e o púbis se fundem no ramo inferior por volta dos 6 ou 7 anos. Perto dessa fusão, pode aparecer na radiografia uma área lucente assintomática no meio do ramo púbico inferior, a sincondrose isquiopúbica, muitas vezes bilateral, que se funde por completo na maioria. Ela pode ser confundida com fratura aguda ou por estresse, tumor ou infecção (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 23, Fig. 23-10). A sincondrose costuma fechar entre 4 e 7 anos; a fusão bilateral está completa em só 6% aos 4 anos, mas em 83% aos 12.
A doença de VAN NECK. Crianças com cerca de 7 anos, com dor vaga na virilha ou na nádega, leve dor ou volume na junção isquiopúbica e hiperostose na radiografia provavelmente têm osteocondrite isquiopúbica, a doença de VAN NECK, um processo autolimitado que se resolve com a fusão da sincondrose.
Quando investigar mais. Em crianças mais velhas, com história sugestiva de infecção ou tumor, ou praticantes de esforço repetitivo como corrida de longa distância, a hiperostose da sincondrose obriga a afastar osteomielite, tumor e fratura por estresse, com ressonância, cintilografia e exames de sangue conforme o caso (Fig. 23-17). A fratura por estresse da sincondrose existe, mas é rara.
As fraturas por estresse da pelve. São raras na criança, mais no adolescente corredor: sacro, ramos púbicos (sobretudo o inferior junto do púbis) e apófises. A radiografia inicial costuma ser normal, com reação periosteal em 4 a 6 semanas; a ressonância é o melhor exame. Tratamento: evitar a atividade e carga limitada por 4 a 6 semanas.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2017 (`pediatria-0613`), sobre a fusão da trirradiada. As idades de fusão e as variantes da pelve que imitam doença têm cara de prova.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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