Menino de 12 anos teve luxação traumática do quadril, reduzida. A tomografia mostra só pequenos fragmentos ossificados da parede posterior. O exame recomendado a seguir é
- nenhum, pois fragmentos pequenos não têm importância
- cintilografia óssea
- ressonância magnética, que mostra o tamanho real da parede posterior cartilaginosa
- nova tomografia com reconstrução 3D, que dimensiona melhor a cartilagem
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Conceito-chave
Um menino de 12 anos luxa o quadril jogando futebol. Depois da redução, a tomografia mostra só umas lasquinhas ossificadas atrás do acetábulo. Parece pouca coisa. Na ressonância, porém, 90% da parede posterior estão comprometidos, com degrau articular (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 23, Fig. 23-6).
A cartilagem engana. Na criança, a parede posterior do acetábulo é em grande parte cartilagem, invisível na radiografia e na tomografia. A reconstrução tridimensional da tomografia dá ótima visão do padrão ósseo, mas muitas vezes subestima os fragmentos cartilaginosos, sobretudo da parede posterior.
A ressonância. É melhor que a tomografia para partes moles e cartilagem, sem radiação. A ressonância é recomendada como exame complementar em todas as fraturas do acetábulo da criança, porque mostra o tamanho real dos fragmentos da parede posterior. Depois de uma luxação traumática do quadril, qualquer lasca óssea na tomografia ou na radiografia pós-redução justifica uma ressonância, porque pode representar uma avulsão osteocondral labral posterior maior.
Por que isso muda a conduta. A indicação cirúrgica no acetábulo da criança é a articulação instável ou incongruente, qualquer que seja o padrão. A instabilidade vem em geral das paredes posterior ou anterior; a incongruência, de fragmentos dentro da articulação ou de desvio no teto. Fragmento retido que impede a redução concêntrica deve ser retirado (Fig. 23-5). Sem desvio ou com até 2 mm, sobretudo fora do teto, o tratamento é conservador, sem carga por 6 a 8 semanas (gesso pelvipodálico nas crianças pequenas).
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A banca cobra a luxação do quadril e as fraturas do acetábulo em vários contextos; o detalhe da parede posterior cartilaginosa é próprio da criança.
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