Em crianças com fratura instável da pelve, SMITH e colaboradores mostraram que a assimetria pélvica residual que justifica redução e fixação é
- igual ou acima de 1,1 cm, porque a pelve praticamente não remodela
- acima de 3 cm, porque abaixo disso a pelve remodela
- qualquer assimetria em crianças acima de 15 anos apenas
- irrelevante, porque a remodelação corrige toda assimetria abaixo de 10 anos
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Uma menina de 8 anos tem uma fratura instável da pelve com desvio vertical da hemipelve. Antigamente, a regra era tratar sem cirurgia: a criança remodela. O capítulo mostra que, na pelve, isso não vale.
A medida de SMITH. SMITH e colaboradores acompanharam por 6,5 anos, em média, 20 crianças com trirradiada aberta e fratura instável da pelve. A assimetria foi medida na radiografia AP como a diferença entre duas linhas diagonais, da borda da sacroilíaca até a trirradiada do outro lado. A assimetria não remodelou de forma significativa, mesmo nas crianças mais novas. Quem ficou com 1 cm ou menos teve menos dor lombar e sacroilíaca e melhores escores funcionais; todos com mais de 1,1 cm tinham três ou mais de: escoliose não estrutural, dor lombar, sinal de TRENDELENBURG ou dor na sacroilíaca. A conclusão: assimetria de 1,1 cm ou mais após redução fechada deve ir para redução aberta e fixação (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 23).
Outros dados. Assimetria residual, sobretudo desvio vertical da hemipelve, mau alinhamento da sacroilíaca e rotação do acetábulo, não remodela de forma confiável e se associa a discrepância de membros, dor no quadril e lombar, escoliose e artrose sacroilíaca. Num seguimento de 17 crianças tratadas sem cirurgia, 8 ficaram assimétricas, 5 com escoliose e discrepância e dor lombar crônica. Outra série, de 7,4 anos, achou queixas em um quarto dos pacientes, além de alterações geniturinárias e psiquiátricas.
As indicações atuais. HOLDEN: desvio acima de 2 cm deve ser reduzido e estabilizado. SILBER: trirradiada fechada, qualquer idade, tratar como adulto. Os autores do capítulo: tipo IV com desvio, ou fratura do anel com desvio acima de 1 cm e lesão anterior e posterior, vão para redução e fixação.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção, ligada ao TARO 2014 (`pediatria-0694`), que pergunta a complicação mais frequente da fratura tipo III. O capítulo dá peso à consolidação viciosa da pelve e ao limite de 1,1 cm.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo