A displasia acetabular após fechamento prematuro da cartilagem trirradiada difere da displasia do desenvolvimento do quadril por apresentar
- lateralização do quadril e retroversão acetabular, exigindo em geral osteotomia de redirecionamento completa
- anteversão acetabular aumentada, corrigida com suspensório de PAVLIK
- cabeça femoral pequena, sem alteração do acetábulo
- correção espontânea na maioria dos casos até a maturidade
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Conceito-chave
Um menino de 12 anos tem dor no quadril. Aos 4 anos, fraturou a pelve com lesão da trirradiada. A radiografia mostra um acetábulo raso e uma cabeça femoral descoberta. Parece uma displasia comum, mas o capítulo avisa que não é.
Diferente da displasia do desenvolvimento. As alterações típicas da displasia após o fechamento prematuro da trirradiada diferem bastante da displasia do desenvolvimento do quadril: incluem lateralização da articulação do quadril e retroversão acetabular (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 23). Nos casos graves, pode haver subluxação ou luxação.
O tratamento. Uma vez instalada, essa displasia pós-traumática muitas vezes exige uma osteotomia acetabular de redirecionamento completa, para melhorar a cobertura da cabeça e corrigir a orientação do acetábulo.
Antes de chegar lá. O caminho é a vigilância: radiografias da pelve por 2 anos após a fratura do acetábulo; se aparecer ponte, tomografia e ressonância confirmam (a ressonância é a melhor ferramenta para ver o fechamento da trirradiada). Abaixo dos 10 anos, a ressecção da ponte com interposição de gordura ou cimento é recomendada; na série de BADINA, três crianças de 3 a 5 anos tiveram crescimento acetabular continuado, sem displasia em 6 anos. PETERSON e ROBERTSON ressecaram uma ponte num menino de 7 anos com bom resultado e insistiram no reconhecimento precoce (Fig. 23-36).
Prevenir. O mau alinhamento da trirradiada é, por si, indicação cirúrgica nas fraturas do acetábulo, e a família deve ser avisada da possibilidade de parada de crescimento, subluxação ou displasia.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A banca cobra muito a displasia do desenvolvimento do quadril; a pós-traumática tem características próprias que confundem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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