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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

A displasia acetabular após fechamento prematuro da cartilagem trirradiada difere da displasia do desenvolvimento do quadril por apresentar

  1. lateralização do quadril e retroversão acetabular, exigindo em geral osteotomia de redirecionamento completa
  2. anteversão acetabular aumentada, corrigida com suspensório de PAVLIK
  3. cabeça femoral pequena, sem alteração do acetábulo
  4. correção espontânea na maioria dos casos até a maturidade
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Gabarito: A · lateralização do quadril e retroversão acetabular, exigindo em geral osteotomia de redirecionamento completa

Conceito-chave

Um menino de 12 anos tem dor no quadril. Aos 4 anos, fraturou a pelve com lesão da trirradiada. A radiografia mostra um acetábulo raso e uma cabeça femoral descoberta. Parece uma displasia comum, mas o capítulo avisa que não é.

Diferente da displasia do desenvolvimento. As alterações típicas da displasia após o fechamento prematuro da trirradiada diferem bastante da displasia do desenvolvimento do quadril: incluem lateralização da articulação do quadril e retroversão acetabular (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 23). Nos casos graves, pode haver subluxação ou luxação.

O tratamento. Uma vez instalada, essa displasia pós-traumática muitas vezes exige uma osteotomia acetabular de redirecionamento completa, para melhorar a cobertura da cabeça e corrigir a orientação do acetábulo.

Antes de chegar lá. O caminho é a vigilância: radiografias da pelve por 2 anos após a fratura do acetábulo; se aparecer ponte, tomografia e ressonância confirmam (a ressonância é a melhor ferramenta para ver o fechamento da trirradiada). Abaixo dos 10 anos, a ressecção da ponte com interposição de gordura ou cimento é recomendada; na série de BADINA, três crianças de 3 a 5 anos tiveram crescimento acetabular continuado, sem displasia em 6 anos. PETERSON e ROBERTSON ressecaram uma ponte num menino de 7 anos com bom resultado e insistiram no reconhecimento precoce (Fig. 23-36).

Prevenir. O mau alinhamento da trirradiada é, por si, indicação cirúrgica nas fraturas do acetábulo, e a família deve ser avisada da possibilidade de parada de crescimento, subluxação ou displasia.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A banca cobra muito a displasia do desenvolvimento do quadril; a pós-traumática tem características próprias que confundem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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