Na lesão da cartilagem trirradiada classificada por BUCHOLZ, o padrão de pior prognóstico para o crescimento do acetábulo é
- o SALTER-HARRIS I, por cisalhamento dos braços superiores
- o SALTER-HARRIS II, com fragmento metafisário
- qualquer lesão após os 12 anos
- o SALTER-HARRIS V, por esmagamento, com ponte óssea medial
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Conceito-chave
Um menino de 4 anos é atropelado por um caminhão e tem fraturas dos ramos púbicos que chegam à cartilagem trirradiada. A fratura consolida. Oito anos depois, o lado esquerdo tem a trirradiada fechada e o acetábulo raso (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 23, Fig. 23-31). Dava para prever?
A trirradiada. É o encontro das fises do ílio, do ísquio e do púbis, que fecha por volta dos 12 anos nas meninas e 14 nos meninos. O crescimento intersticial nela faz o acetábulo crescer; a profundidade depende da cabeça femoral esférica e do crescimento da cartilagem acetabular. Os braços superiores, que separam a parte de carga do terço inferior, são os mais lesados. O braço ilioisquiático contribui mais para o crescimento que o iliopúbico.
BUCHOLZ. Classificou as lesões da trirradiada pelo SALTER-HARRIS (Fig. 23-8). Tipos I ou II resultam de força no ramo isquiático, no púbico ou no fêmur proximal, cisalhando os braços superiores: prognóstico favorável para o crescimento. O tipo V, por esmagamento, tem mau prognóstico, com fechamento prematuro da trirradiada por uma ponte óssea medial. DONG descreveu um tipo VI, com a ponte formada fora da cartilagem por hematoma de fratura do ramo suprapúbico.
A idade decide. Em qualquer padrão, o prognóstico depende da idade: abaixo dos 10 anos, a alteração de crescimento é comum e leva a acetábulo displásico, com incongruência e subluxação progressivas até a maturidade. Depois dos 10 anos, sobra pouco crescimento e o acetábulo pouco muda. Por isso a ressecção da ponte é recomendada em geral abaixo dos 10 anos.
Os números. O fechamento prematuro ocorre em menos de 5% (0% a 11%) das fraturas do acetábulo. Na série de DONG, a lesão foi perdida no início em 47%; 5 de 12 fecharam cedo, 25% tiveram displasia clinicamente relevante e 33% subluxação da cabeça. Radiografias por 2 anos após a fratura vigiam o fechamento.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2017 (`pediatria-0613`), que pergunta a idade de fusão da trirradiada. O capítulo traz a classificação e o prognóstico das lesões dela.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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