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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Entre as avulsões da pelve no adolescente, a que mais se associa a incapacidade funcional, pseudartrose e indicação cirúrgica é a da

  1. espinha ilíaca anterossuperior
  2. crista ilíaca
  3. tuberosidade isquiática
  4. espinha ilíaca anteroinferior, por ser a mais frequente
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Gabarito: C · tuberosidade isquiática

Conceito-chave

Uma ginasta de 15 anos sente um estalo atrás da coxa durante um espacate. Meses depois, ainda dói para sentar e ela não voltou a competir. A radiografia mostra o fragmento da tuberosidade isquiática afastado. Por que essa avulsão preocupa mais que as outras?

O isquio é diferente. A maioria das avulsões da pelve cura sem cirurgia, mas alguns tipos, especificamente a avulsão da tuberosidade isquiática e, menos, a da espinha anteroinferior, podem precisar de operação. As avulsões isquiáticas se associam a mais incapacidade funcional e a mais dificuldade de voltar ao esporte competitivo. Num seguimento longo de 12 pacientes, 8 relataram redução importante da capacidade atlética e 5 tinham sintomas locais. Numa série de 228 fraturas, cinco pseudartroses precisaram de cirurgia: quatro isquiáticas e uma anteroinferior (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 23).

Quando operar. As indicações não são claras. Alguns autores consideram redução e fixação nas raras avulsões agudas com desvio acima de 1 a 2 cm; os autores do capítulo raramente acham isso necessário e falam em desvio importante, acima de 2 cm, ou incapacidade persistente. No quadro crônico, retirada do fragmento ou tratamento da pseudartrose com fixação (Fig. 23-13). Outras indicações tardias: proeminência dolorosa, envolvimento do lábrum e impacto anterior por osso heterotópico.

A técnica. Decúbito ventral, incisão de 7 a 10 cm na prega glútea, plano entre glúteo máximo e isquiotibiais, protegendo o nervo isquiático; redução mais fácil com o quadril estendido e o joelho levemente fletido; parafusos esponjosos com ou sem arruela. Depois, sentar com quadril e joelho levemente fletidos, carga total em 3 a 6 semanas, atividades plenas em 12 semanas.

O exame. Dor na tuberosidade isquiática ao fletir o quadril com o joelho estendido (elevação da perna estendida) e dor para sentar.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção, ao lado do TEOT 2021 (`pediatria-0845`), sobre a avulsão da espinha anteroinferior. Saber qual avulsão é a mais comum e qual é a mais problemática separa as alternativas.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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