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Questão de Fraturas do tornozelo na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do tornozelo na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na criança com lesão de baixa energia da face lateral do tornozelo, sem desvio, em que não se sabe se há SALTER-HARRIS I da fíbula distal ou entorse, a conduta adequada é

  1. tratar as duas da mesma forma, com órtese ou bota removível por cerca de 3 a 4 semanas
  2. gesso inguinopodálico sem carga por 6 semanas
  3. ressonância magnética de rotina para definir o tratamento
  4. reparo cirúrgico precoce dos ligamentos laterais
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Gabarito: A · tratar as duas da mesma forma, com órtese ou bota removível por cerca de 3 a 4 semanas

Conceito-chave

Um menino de 8 anos torceu o pé descendo a escada. A dor está na fíbula distal, a radiografia é normal. Pode ser um SALTER-HARRIS I sem desvio, pode ser uma entorse. O ortopedista precisa saber qual é?

Fratura ou entorse. Às vezes é difícil distinguir um SALTER-HARRIS I sem desvio da fíbula de uma entorse dos ligamentos talofibulares. A entorse tem dor máxima nos ligamentos, à frente da fíbula; a fratura, no osso, melhor palpado por trás. Dias depois, o edema generalizado dificulta. Quando um ortopedista sente dor óssea, em quase 20% das vezes há fratura fisária, confirmada por reação periosteal semanas depois. Um estudo com ressonância sugere que o SH I da fíbula ocorre em cerca de 3% das lesões do tornozelo (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 30).

O tratamento é o mesmo. Uma revisão sistemática mostra que todas as lesões de baixo risco, fratura sem desvio ou entorse, podem ser tratadas da mesma forma com bons resultados. Órtese ou bota trata as duas. Um ensaio randomizado mostrou que a órtese removível é custo-efetiva, permite melhor recuperação funcional, retorno mais rápido às atividades e é preferida pelos pacientes em relação ao gesso. As fraturas da fíbula sem desvio confirmadas vão para bota por 3 a 4 semanas. Radiografia de controle é provavelmente desnecessária se os sintomas melhoram no tempo esperado; ressonância ou ultrassom poderiam diferenciar, mas não é clinicamente necessário.

A entorse. Tratamento funcional, com carga conforme tolerado em bota ou órtese com cadarço até ficar sem dor (cerca de 3 semanas). Entorses muito graves: gesso por 1 semana alivia. A cirurgia aguda é muito raramente indicada no esqueleto imaturo; instabilidade crônica, sobretudo no adolescente, pode pedir reconstrução de BROSTRÖM. Treino de equilíbrio previne entorses, e órtese rígida no esporte previne a recidiva.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A 10ª edição muda a ideia de que, na criança, o tornozelo sempre quebra a fise antes do ligamento.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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