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Questão de Fraturas do tornozelo na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do tornozelo na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na fixação da fratura de TILLAUX juvenil com mais de 2 mm de desvio, a afirmação correta sobre o implante é que

  1. fios lisos são sempre obrigatórios, porque o parafuso causaria parada de crescimento significativa
  2. a fixação deve evitar a epífise e ficar só na metáfise
  3. implantes absorvíveis de primeira geração são preferidos por não terem complicações
  4. o parafuso pode cruzar a fise, porque quase não há crescimento restante nesses pacientes
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Gabarito: D · o parafuso pode cruzar a fise, porque quase não há crescimento restante nesses pacientes

Conceito-chave

Um rapaz de 15 anos tem um TILLAUX com 3 mm de desvio. A redução fechada, rodando o pé para dentro e apertando a linha articular anterolateral, não foi perfeita. O cirurgião vai fixar. Pode atravessar a fise com o parafuso?

A regra geral. Na maioria das lesões fisárias, devem-se evitar parafusos ou implantes rosqueados atravessando a fise. Fios lisos reduzem o risco de parada iatrogênica, mas não comprimem, podem migrar e devem sair cedo, em geral 14 a 21 dias depois (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 30, seção Implants). A qualidade da redução articular, porém, é provavelmente mais importante que a fise.

A exceção do TILLAUX. No paciente perto da maturidade, cruzar uma fise que está fechando com um parafuso é uma escolha razoável, sobretudo quando compressão e estabilidade importam, como no TILLAUX (Fig. 30-33). Como não há crescimento significativo na maioria dos pacientes com TILLAUX, cruzar a fise com o parafuso é aceitável e pode até ajudar a redução.

A técnica. Sem desvio ou com menos de 2 mm: gesso inguinopodálico com o joelho a 30 graus e o pé neutro ou em rotação interna, com tomografia para confirmar. Com mais de 2 mm: rotação interna do pé e pressão direta na linha articular anterolateral; se não reduzir, dorsiflexão do pé pronado seguida de rotação interna. Reduzida, fixação percutânea guiada por fluoroscopia, com pinças percutâneas. Fios usados como "joystick" no fragmento podem depois atravessar o traço e guiar um parafuso canulado de 4 mm (Figs. 30-63 a 30-65). Se não reduzir, redução aberta por uma incisão vertical de 2 a 3 cm sobre o traço. Pós-operatório: gesso curto ou bota sem carga por 3 semanas, depois com carga por mais 3.

Absorvíveis. Evitam a retirada, mas os de primeira geração tiveram mais inflamação local e fixação menos segura; a inflamação de dissolução pode aumentar o risco de parada fisária, e as indicações seguem incertas.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre o TILLAUX, fratura muito cobrada (TARO 2024 `pediatria-0543`, TARO 2023 `pediatria-0546`, TARO 2022 `pediatria-0568`, TEOT 2021 `pediatria-0842`, CET-PR `pediatria-0905`, TARO 2013 `pediatria-0686`).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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