Na fixação da fratura de TILLAUX juvenil com mais de 2 mm de desvio, a afirmação correta sobre o implante é que
- fios lisos são sempre obrigatórios, porque o parafuso causaria parada de crescimento significativa
- a fixação deve evitar a epífise e ficar só na metáfise
- implantes absorvíveis de primeira geração são preferidos por não terem complicações
- o parafuso pode cruzar a fise, porque quase não há crescimento restante nesses pacientes
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Conceito-chave
Um rapaz de 15 anos tem um TILLAUX com 3 mm de desvio. A redução fechada, rodando o pé para dentro e apertando a linha articular anterolateral, não foi perfeita. O cirurgião vai fixar. Pode atravessar a fise com o parafuso?
A regra geral. Na maioria das lesões fisárias, devem-se evitar parafusos ou implantes rosqueados atravessando a fise. Fios lisos reduzem o risco de parada iatrogênica, mas não comprimem, podem migrar e devem sair cedo, em geral 14 a 21 dias depois (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 30, seção Implants). A qualidade da redução articular, porém, é provavelmente mais importante que a fise.
A exceção do TILLAUX. No paciente perto da maturidade, cruzar uma fise que está fechando com um parafuso é uma escolha razoável, sobretudo quando compressão e estabilidade importam, como no TILLAUX (Fig. 30-33). Como não há crescimento significativo na maioria dos pacientes com TILLAUX, cruzar a fise com o parafuso é aceitável e pode até ajudar a redução.
A técnica. Sem desvio ou com menos de 2 mm: gesso inguinopodálico com o joelho a 30 graus e o pé neutro ou em rotação interna, com tomografia para confirmar. Com mais de 2 mm: rotação interna do pé e pressão direta na linha articular anterolateral; se não reduzir, dorsiflexão do pé pronado seguida de rotação interna. Reduzida, fixação percutânea guiada por fluoroscopia, com pinças percutâneas. Fios usados como "joystick" no fragmento podem depois atravessar o traço e guiar um parafuso canulado de 4 mm (Figs. 30-63 a 30-65). Se não reduzir, redução aberta por uma incisão vertical de 2 a 3 cm sobre o traço. Pós-operatório: gesso curto ou bota sem carga por 3 semanas, depois com carga por mais 3.
Absorvíveis. Evitam a retirada, mas os de primeira geração tiveram mais inflamação local e fixação menos segura; a inflamação de dissolução pode aumentar o risco de parada fisária, e as indicações seguem incertas.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre o TILLAUX, fratura muito cobrada (TARO 2024 `pediatria-0543`, TARO 2023 `pediatria-0546`, TARO 2022 `pediatria-0568`, TEOT 2021 `pediatria-0842`, CET-PR `pediatria-0905`, TARO 2013 `pediatria-0686`).
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