Menino de 10 anos, com 4 anos de crescimento restante, tem uma ponte fisária na tíbia distal após fratura, ocupando 30% da área da fise na ressonância. A conduta indicada é
- observação com radiografias a cada 4 a 6 meses até a maturidade
- epifisiodese completa da tíbia distal
- ressecção da ponte com interposição de gordura ou cimento
- osteotomia de abertura isolada, sem tratar a ponte
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Conceito-chave
Um menino de 10 anos teve uma fratura fisária da tíbia distal. No controle de 1 ano, a linha de PARK-HARRIS está assimétrica. A ressonância quantifica a ponte em 30% da fise. Ele ainda tem uns 4 anos de crescimento. Esperar, ressecar ou fechar tudo?
O seguimento. Lesões fisárias da tíbia distal devem ser acompanhadas com exame e radiografias a cada 4 a 6 meses até a maturidade, ou pelo menos 12 meses com linhas de PARK-HARRIS paralelas e simétricas. Se a linha ficar assimétrica, a ressonância quantifica a porcentagem da fise ocupada pela ponte. Estudos em animais mostram que pontes acima de 7% da área tendem a causar deformidade angular ou de comprimento (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 30, Fig. 30-71).
O algoritmo.
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Ponte abaixo de 7% a 10%, qualquer crescimento restante | Observar a cada 4 a 6 meses |
| Ponte acima de 7% a 10%, menos de 2 anos de crescimento | Observar |
| Ponte de 25% a 40% (às vezes até 50%), mais de 2 anos de crescimento | Ressecção da ponte com interposição de gordura ou cimento |
| Ponte acima de 50%, menos de 2 anos de crescimento | Epifisiodese completa (com epifisiodese contralateral ou alongamento conforme a diferença) |
| Deformidade angular estabelecida | Osteotomia |
Pontes periféricas costumam ser ressecadas por acesso direto; as centrais, com ajuda de tomografia ou radiologia intervencionista. O autor prefere uma tomografia de planejamento. A resolução espontânea da ponte é rara.
O porquê do limite de 2 anos. A fise distal da tíbia cresce pouco, cerca de 0,25 polegada por ano, e por isso a discrepância de uma parada completa tende a ser pequena no adolescente. Com pouco crescimento, ressecar a ponte rende pouco.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção ligada ao TARO 2025 (`pediatria-0531`) e ao TARO 2022 (`pediatria-0570`), que tratam da parada fisária. O capítulo da 10ª edição traz um algoritmo numérico com cara de prova.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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